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        <title>Respeitável Loja Acácia - Novidades</title>
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        <description>Respeitável Loja Acácia - Novidades</description>
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                <title>Maçonaria e Alquimia</title>
                <link>http://respeitavel-loja-acacia.mozello.com/page-4/params/post/1826973/</link>
                <pubDate>Sat, 15 Jun 2019 21:33:00 +0000</pubDate>
                <description>&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Maçonaria e Alquimia apesar de serem áreas e conceitos distintos têm um paralelismo relevante que não pode ser negligenciado.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Ambas, na sua definição de conceito simbólico são reconhecidas como a&amp;nbsp;&lt;i&gt;Arte Real&lt;/i&gt;, “&lt;i&gt;Ars Regia&lt;/i&gt;”, e ambas procuram a&amp;nbsp;&lt;i&gt;perfeição&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Na Alquimia, o iniciado Alquimista procura através da execução da Grande Obra, por meio de vários processos&amp;nbsp;&lt;i&gt;laboratoriais&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(nomeadamente a dissolução, a coagulação, a coacção, a sublimação e a projecção entre outros…) atingir o “Ouro dos Filósofos”, como também é amplamente conhecida a desejada&amp;nbsp;&lt;i&gt;Pedra Filosofal&lt;/i&gt;, a&amp;nbsp;&lt;i&gt;Perfeição&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Já na Maçonaria, o Maçon tenta através do&amp;nbsp;&lt;i&gt;desbaste&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;i&gt;burilagem&lt;/i&gt;&amp;nbsp;da sua “&lt;i&gt;pedra bruta”&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(sua essência) torná-la próxima à “&lt;i&gt;pedra cúbica”&lt;/i&gt;, pedra essa já&amp;nbsp;&lt;i&gt;polida&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(estádio final do trabalho maçónico).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;E, enquanto ao maçom (neófito ainda) se lhe pediu que&amp;nbsp;&lt;i&gt;visitasse o interior da terra&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(meditasse e refletisse para si e sobre si mesmo) para que pudesse encontrar a&amp;nbsp;&lt;i&gt;pedra oculta&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que se encontra no seu íntimo (o seu&amp;nbsp;&lt;i&gt;Eu&lt;/i&gt;), o alquimista durante o seu processo de&amp;nbsp;&lt;i&gt;aperfeiçoamento&amp;nbsp;&lt;/i&gt;(suas&amp;nbsp;&lt;i&gt;operações&lt;/i&gt;) também ele se depara com este&amp;nbsp;&lt;i&gt;vitriol&amp;nbsp;&lt;/i&gt;durante o desenrolar da Grande Obra, mais concretamente na fase do&amp;nbsp;&lt;i&gt;nigredo.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;É nesta fase do processo alquímico que se dá o&amp;nbsp;&lt;i&gt;solve et coagula&lt;/i&gt;, (axioma alquímico bastante conhecido), pois é durante esta fase que se efetua a&amp;nbsp;&lt;i&gt;dissolução&lt;/i&gt;&amp;nbsp;da matéria-prima (“libertação”)e a sua&amp;nbsp;&lt;i&gt;putrefação&lt;/i&gt;(“separação” dos elementos que a compõem). O&amp;nbsp;&lt;i&gt;nigredo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é uma das fases que integram a Grande Obra,&amp;nbsp;&lt;i&gt;processo&amp;nbsp;&lt;/i&gt;esse que é considerado por vários autores como formado por três partes (existem outras teorias em que o número de fases são quatro ou mais, dependendo o número de&amp;nbsp;&lt;i&gt;operações&lt;/i&gt;,&amp;nbsp;&lt;i&gt;via&amp;nbsp;&lt;/i&gt;escolhida e matérias-primas usadas), partes essas a saber:&amp;nbsp;&lt;i&gt;Nigredo&lt;/i&gt;,&amp;nbsp;&lt;i&gt;Albedo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;i&gt;Rubedo&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Encontramos aqui uma das várias referências ao&amp;nbsp;&lt;i&gt;Ternário&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(outras poderão ser encontradas no paralelismo com outros&amp;nbsp;&lt;i&gt;ternários&amp;nbsp;&lt;/i&gt;que se encontram em ambas, Maçonaria e Alquimia, tal como: matéria/corpo, mente e espírito, entre outros…).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Ternário esse de extrema relevância para os maçons, pois para eles é através do Ternário (número 3) que a Dualidade/Binário (número 2) retorna à Unidade (número 1).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Todavia na Alquimia, este “&lt;i&gt;regresso&amp;nbsp;&lt;/i&gt;à unidade&lt;i&gt;”&lt;/i&gt;&amp;nbsp;manifesta-se após as&amp;nbsp;&lt;i&gt;núpcias alquímicas&lt;/i&gt;&amp;nbsp;entre o&amp;nbsp;&lt;i&gt;Rei&amp;nbsp;&lt;/i&gt;e a&amp;nbsp;&lt;i&gt;Rainha&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(&lt;i&gt;Mercúrio e Enxofre Filosofais&lt;/i&gt;; matérias-primas estas, que não têm nenhuma relação com os elementos naturais e químicos, o metal Mercúrio (Hg) e o Não-metal Enxofre(S)) que originam o&amp;nbsp;&lt;i&gt;Hermafrodita/Rébis&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(&lt;i&gt;Sal&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que nada tem a haver com o “sal comum” ou o sal resultante de uma reação química Ácido/Base), conhecido como o&amp;nbsp;&lt;i&gt;“dois em um”&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;À semelhança do Adepto, também o Maçom necessita de um&amp;nbsp;&lt;i&gt;espaço&lt;/i&gt;&amp;nbsp;onde possa trabalhar a sua pedra até a mesma atingir a forma desejada. Enquanto o Adepto necessita de um laboratório (&lt;i&gt;labora et ora&lt;/i&gt;) físico e instrumentos e aparelhos para o auxiliar nos seus trabalhos, o Maçom apenas necessita do seu&amp;nbsp;&lt;i&gt;corpo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(matéria) e&amp;nbsp;&lt;i&gt;mente&amp;nbsp;&lt;/i&gt;(vontade) para trabalhar (o seu espírito). E persistindo nesse trabalho é se possível transformar a “&lt;i&gt;pedra bruta”&lt;/i&gt;&amp;nbsp;em “&lt;i&gt;pedra polida”&lt;/i&gt;. Note-se aqui o termo “&lt;u style=&quot;box-sizing: border-box;&quot;&gt;transformar&lt;/u&gt;”.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;A Maçonaria&amp;nbsp;&lt;i&gt;transforma&amp;nbsp;&lt;/i&gt;algo existente em algo diferente, mas a matéria final é a mesma matéria original. E a Alquimia&amp;nbsp;&lt;i&gt;transmuta&lt;/i&gt;, ou seja, cria algo novo/&lt;i&gt;diferente&lt;/i&gt;&amp;nbsp;a partir de matérias/origens diferentes.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Ou seja, enquanto o Maçon será sempre o mesmo Homem apenas com as mudanças no comportamento/carácter associadas ao seu “aperfeiçoamento moral” (porque a Maçonaria apenas (!) trata de&amp;nbsp;&lt;i&gt;aperfeiçoamentos morais&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e é considerada uma&amp;nbsp;&lt;i&gt;via/caminho&amp;nbsp;&lt;/i&gt;pessoal efectuado através da Virtude e também a prossecução de outros princípios morais na vida do maçon), a sua&amp;nbsp;&lt;i&gt;essência&lt;/i&gt;&amp;nbsp;será sempre a mesma. Na Alquimia, o Adepto pega em&amp;nbsp;&lt;i&gt;metais menos nobres&lt;/i&gt;, e tenta transformá-los em&amp;nbsp;&lt;i&gt;ouro/prata&lt;/i&gt;. Ou seja, parte de algo diferente e que modifica a sua substancia. Neste caso, utiliza&amp;nbsp;&lt;i&gt;materiais filosofais&amp;nbsp;&lt;/i&gt;e/ou&amp;nbsp;&lt;i&gt;físicos&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e procura atingir a&amp;nbsp;&lt;i&gt;Perfeição&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(estado&amp;nbsp;&lt;i&gt;superior&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de espírito) que tanto pode ser designado por&amp;nbsp;&lt;i&gt;Elixir da Imortalidade&amp;nbsp;&lt;/i&gt;(tenho para mim, que ele apenas é a lembrança da&amp;nbsp;&lt;i&gt;palavra&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e da ação do Homem através dos tempos…) ou por&amp;nbsp;&lt;i&gt;Pedra Filosofal&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(na minha opinião, o Conhecimento/Sabedoria; pois nada traz mais&amp;nbsp;&lt;i&gt;riqueza&amp;nbsp;&lt;/i&gt;ao Homem que o&amp;nbsp;&lt;i&gt;saber&lt;/i&gt;…). E essa dita&amp;nbsp;&lt;i&gt;Perfeição&lt;/i&gt;, será mais depressa obtida (ou não…) dependendo do empenho do Adepto/Maçom durante esse trabalho que terá a fazer (só o próprio e mais ninguém!).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Se a Pedra ficará&amp;nbsp;&lt;i&gt;cúbica&amp;nbsp;&lt;/i&gt;ou se a Obra se&amp;nbsp;&lt;i&gt;completará&lt;/i&gt;, somente os intervenientes o saberão. Quanto a mim, apenas me resta continuar a burilar a minha pedra “tosca” e “feia”, pois ainda se encontra muito longe da forma que ambiciono para ela…&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Nuno Raimundo&lt;br style=&quot;box-sizing: border-box;&quot;&gt;Publicado no Blog&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://pedra-de-buril.blogspot.com/2012/10/maconaria-e-alquimia-artes-reais.html&quot; style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Pedra de Buril em 31 de outubro de 2012&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://ocultismopel.files.wordpress.com/2015/09/319405_449819788384860_612650735_n.jpg?w=345&amp;amp;h=356&quot; alt=&quot;Resultado de imagem para MaÃ§onaria e alquimia fotos&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description>
            </item>
                    <item>
                <title>Quem foi Albert Mackey?</title>
                <link>http://respeitavel-loja-acacia.mozello.com/page-4/params/post/1806090/</link>
                <pubDate>Tue, 21 May 2019 22:40:00 +0000</pubDate>
                <description>&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Alguns autores e obras são citados constantemente na maioria dos livros pela sua importância cronológica e, mais ainda, pela contribuição imprescindível que deram para a organização da nossa instituição. Poderíamos mencionar os trabalhos eternos de&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Joseph Paul Oswald Wirth&lt;/span&gt;,&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Robert Freke Gould&lt;/span&gt;,&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;George Kloss&lt;/span&gt;,&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;William Hutchinson&lt;/span&gt;,&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&amp;nbsp;René Guénon&lt;/span&gt;,&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Wilhelm Begemann&lt;/span&gt;,&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&amp;nbsp;Eliphas Levy&lt;/span&gt;,&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&amp;nbsp;Alec Mellor&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e tantos outros não menos importantes. Trataremos aqui, de maneira breve, da obra de Albert Gallatin Mackey, possivelmente, o mais citado de todos os autores, facto este que se deve a especificamente um dos seus legados.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;O americano&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Albert Gallatin Mackey&lt;/span&gt;&amp;nbsp;talvez tenha sido o mais importante historiador e jurista maçónico que aquela nação já produziu. Segundo os seus próprios compatriotas, até hoje não se avaliou adequadamente as consequências que os seus trabalhos tiveram sobre a maçonaria, não só americana, mas também de todo o mundo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Dos Irmãos Americanos que conquistaram fama internacional no mundo maçónico, vários foram escritores cujos trabalhos ajudaram na formação e na extensão da luz maçónica, dentre estes nenhum escreveu tão volumosamente como o fez Mackey.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Nascido em 12 de Março de 1807 na cidade de Charleston no estado americano da Carolina do Sul, Albert Mackey graduou-se com honras na faculdade de medicina daquela cidade em 1834. Praticou a sua profissão durante vinte anos, após o que dedicou quase por completo a sua vida à obra maçónica.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Recebeu o grau 33, o último grau do Rito Escocês Antigo e Aceite, e tornou-se membro do Supremo Conselho onde serviu como Secretário-geral durante anos. Foi nesta época que ele manteve uma estreita associação com outro famoso Maçon americano,&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Albert Pike&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Participou como membro activo de muitas lojas, inclusive a lendária “&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Solomon’s Lodge nº 1&lt;/span&gt;”, fundada em 1734, que é, ainda hoje, a mais famosa e mais antiga loja operando continuamente na América do Norte. Ocupou inúmeros cargos de destaque nos mais altos postos da hierarquia maçónica do seu país.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Pessoalmente o Dr. Mackey foi considerado encantador por um círculo grande de amigos íntimos. O seu comportamento representava bem o que, entre os americanos, é chamado de cortesia sulista. Sempre que se interessava por um assunto era muito animado na sua discussão, até mesmo eloquente. Generoso, honesto, leal, sincero, ele mereceu bem os elogios e qualificações que recebeu de inúmeros maçons de destaque.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Um revisor da obra de Mackey disse que, como autor de literatura e ciência maçónica, ele trabalhou mais que qualquer outro na América ou na Europa. Em 1845 ele publicou o seu primeiro trabalho, intitulado Um Léxico de Maçonaria, depois disto seguiram-se:&lt;/p&gt;&lt;ul style=&quot;box-sizing: border-box; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-family: Lato; font-size: 17px; font-style: normal; font-weight: 400; margin-bottom: 30px; margin-left: 0px; outline: 0px; padding-left: 30px; list-style-type: square; color: rgb(1, 5, 121);&quot;&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;“The True Mystic Tie” 1851;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;The Ahiman Rezon of South Carolina,1852;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Principles of Masonic Law, 1856;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Book of the Chapter, 1858;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;TextBook of Masonic Jurisprudence, 1859;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;History of Freemasonry in South Carolina, 1861;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Manual of the Lodge, 1862;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Cryptic Masonry, 1867;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Symbolism of Freemasonry, and Masonic Ritual, 1869;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Encyclopedia of Freemasonry, 1874;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Masonic Parliamentary Law 1875.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Mackey esteve até o fim da vida envolvido com a produção de conhecimento maçónico. Além dos livros citados ele contribuiu com frequência para diversos periódicos e também foi editor de alguns. Por fim, publicou uma monumental “History of Freemasonry”, que possui sete volumes. Um testemunho da importância e popularidade que os livros escritos por Mackey têm é o facto de que muitos deles são editados até hoje e estão à venda em livrarias, inclusive pela Internet. No site da livraria Amazon, tida como a maior da Internet, é possível adquirir 26 edições diferentes quando se procura livros usando como referência as palavras Albert Mackey. Para quem tem habilidade de leitura em inglês, é possível ler um livro inteiro de Mackey disponível na internet. O título “Symbolism of Freemasonry” ou o Simbolismo na Maçonaria, de 364 páginas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Dos muitos trabalhos que o Dr. Mackey legou à posteridade, um julgamento quase universal identifica a “Encyclopedia of Freemasonry” como a obra de maior importância. Anteriormente à publicação deste livro não havia nenhum de igual teor e extensão em qualquer parte do mundo. Esta obra teve muitas edições e foi revista várias vezes por outros autores maçónicos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;A contribuição de Mackey para o pensamento e leis maçónicas, produto da sua mente clara e precisa, é tida como de fundamental importância. Praticamente toda a legislação maçónica fundamental é hoje interpretada com base em alguns dos seus escritos. É verdade que algumas das suas obras contêm enganos, mas o conjunto é de extremo valor e, em particular, um trabalho tem especial destaque no mundo todo. A compilação feita por ele dos marcos ou referenciais básicos da maçonaria é adoptada como fundamento em vários ritos e obediências. Estamos a falar dos tão mencionados e conhecidos “Landmarks”.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;A primeira vez em que se fez menção à palavra Landmark em Maçonaria foi nos Regulamentos Gerais compilados em 1720 por George Payne, durante o seu segundo mandato como Grão-Mestre da Grande Loja de Londres, e adoptados em 1721, como lei orgânica e terceira parte integrante das Constituições dos Maçons Livres, a conhecida Constituição de Anderson, que, na sua prescrição 39, estabelecia assim:&lt;/p&gt;&lt;blockquote style=&quot;box-sizing: border-box; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-family: Lato; font-size: 17px; font-style: normal; font-weight: 400; margin-bottom: 20px; outline: 0px; padding: 30px 30px 20px 45px; quotes: &amp;quot;&amp;quot; &amp;quot;&amp;quot;; background-color: rgb(168, 121, 45); color: rgb(255, 255, 255); border-radius: 5px;&quot;&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px; position: relative;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;“XXXIX – Cada Grande Loja anual tem inerente poder e autoridade para modificar este Regulamento ou redigir um novo em benefício desta Fraternidade, contanto que sejam mantidos invariáveis os antigos Landmarks…”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;A tradução da palavra&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Landmark&lt;/span&gt;&amp;nbsp;do inglês para o português resulta no substantivo “marco”, que, caso consultemos o dicionário Aurélio, tem o seguinte significado:&amp;nbsp;&lt;u style=&quot;box-sizing: border-box;&quot;&gt;marco [De marca.] S. m. 1. Sinal de demarcação, ordinariamente de pedra ou de granito oblongo, que se põe nos limites territoriais. [Cf. baliza (1).] 2. Coluna, pirâmide, cilindro, etc., de granito ou mármore, para assinalar um local ou acontecimento: o marco da fundação da cidade. 3. Qualquer acidente natural que se aproveita para sinal de demarcação. 4. Fig. Fronteira, limite: os marcos do conhecimento.&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Estas definições exemplificam bem o contexto no qual o termo Landmark é utilizado, além de fazer uma referência quase explícita às origens operativas da maçonaria, quem já construiu algo em alvenaria sabe que a fixação dos marcos é um dos primeiros momentos da obra e um passo fundamental para a sua execução. Sem marcos bem estabelecidos fica muito difícil a obra ser bem executada.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Os Landmarks, que podem ser considerados uma “constituição maçónica não escrita”, longe de serem uma questão pacífica, constituem-se numa das mais controversas discussões da Maçonaria, um problema de difícil solução para a Maçonaria Especulativa. Há grandes divergências entre os estudiosos e pesquisadores maçónicos acerca das definições e nomenclatura dos Landmarks. Existem várias e várias classificações de Landmarks, cada uma com um número variado deles, que vai de 3 até 54. Virgilio A. Lasca, em “Princípios Fundamentales de la Orden e los Verdaderos Landmarks”, menciona uma relação de quinze compilações.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;As Potências Maçónicas latino-americanas, via de regra, adoptam a classificação de vinte e cinco Landmarks compilada por Albert Gallatin Mackey. Deve-se a isto a frequência com que o Mackey é mencionado também entre nós.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Segundo estudiosos do assunto, a compilação de Mackey teve sucesso por que conseguiu ir ao passado e trazer as tradições e costumes imemoriais à prática maçónica moderna. Este trabalho estabeleceu a ordem no meio do caos, fornecendo um ponto de partida para os juristas e legisladores maçónicos que o seguiram.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Facto é que o grande trabalho de Mackey em jurisprudência, e mesmo o que se estende além dos Landmarks ou da jurisprudência, sobreviveu ao teste do tempo. Ainda hoje ele é frequentemente citado como uma autoridade final. As suas contribuições tiveram, e ainda tem, um efeito profundo e permeiam grande parte do pensamento maçónico moderno. Ao criar a sua obra, este autor, estava na realidade criando os marcos sobre os quais foi possível edificar grande parte do conhecimento maçónico que se produziu posteriormente.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Albert Gallatin Mackey passou ao oriente eterno em Fortress Monroe, Virgínia, em 20 de Junho de 1881, aos 74 anos. Foi enterrado em Washington em 26 de Junho, tendo recebido as mais altas honras por parte de diversos Ritos e Ordens. Hoje existe nos Estados Unidos uma condecoração, a “Albert Gallatin Mackey Medal” , que é a mais alta condecoração concedida a alguém que muito tenha contribuído para a causa maçónica.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Adaptado de&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Autor desconhecido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://www.freemason.pt/wp-content/uploads/2019/02/albert-gallatin-mackey_65gfsd23sd.jpg&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
            </item>
                    <item>
                <title>O Templo de Salomão</title>
                <link>http://respeitavel-loja-acacia.mozello.com/page-4/params/post/1785671/</link>
                <pubDate>Wed, 01 May 2019 23:12:00 +0000</pubDate>
                <description>&lt;p style=&quot;&quot;&gt;O Templo de Salomão ocupa uma posição de destaque na simbologia maçónica, tratando-se de uma das maiores fontes de símbolos, alegorias, lendas e ensinamentos maçónicos. É mencionado nas mais antigas tradições dos operários da Idade Média e integra os mais poéticos temas dos maçons especulativos da actualidade. De todo este simbolismo, é possível extrair as mais diversas mensagens tanto na vertente anglo-saxónica (o mundo cultural de língua Inglesa) como na vertente latina (o mundo cultural francês), nos diversos ritos e graus.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;A formação dos novos Maçons (Aprendizes) apoia-se fortemente na utilização destes símbolos, alegorias, lendas e mitos.&lt;/p&gt;&lt;h2 style=&quot;overflow-wrap: break-word; letter-spacing: -0.7px;&quot;&gt;A tradição maçónica&lt;/h2&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;Relativamente ao Templo de Salomão veja-se que o próprio James Anderson afirmou no livro da Constituição (1723) que “os israelitas ao deixarem o Egipto, formaram um Reino de Maçons”; que “sob a chefia de seu Grão-Mestre Moisés (…) reuniam-se frequentemente em loja regular, enquanto estavam no deserto”, etc.. Vale a pena (e a curiosidade) ler essas páginas da história lendária de nossa sublime Ordem contada por Anderson (folhas 8 a 15) que podem ser encontradas em&amp;nbsp;&lt;i&gt;Reprodução das Constituições dos Franco-Maçons ou Constituições de Anderson de 1723, em inglês e português (trad. e introd. de João Nery Guimarães, Ed. Fraternidade S. Paulo, 1982).&lt;/i&gt;&amp;nbsp;De facto, Anderson apenas repetia velhas lições transmitidas por antigos documentos de maçons operários, reunidos para seu exame e síntese. As Obrigações eram lidas na cerimónia de ingresso de um aprendiz na loja medieval (algo análogo à iniciação de nossos dias), para que o novo membro aprendesse a história da arte de construir e da associação que o recebia. Inteirava-se das regras de bom comportamento e das exigências morais que deveria respeitar – de algum modo, esses antigos documentos tinham uma finalidade análoga à das nossas actuais cartas constitutivas, emprestando regularidade à loja. O leitor interessado encontrará detalhes e documentação em&amp;nbsp;&lt;i&gt;O Templo do Rei Salomão na Tradição Maçónica, Alex Horne (trad. Otávio M. Cajado, pref. De Harry Carr; Ed. Pensamento, S. Paulo, 9a. ed., 1997, cap. V., p. 59 e segs..&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;Os antigos catecismos maçónicos (séries estereotipadas de perguntas e respostas) do Século XVIII também se referiam com frequência à construção do Templo de Salomão que, inequivocamente, integra tradições anteriores à Grande Loja de Londres (1717). Se os manuscritos, manuseados por Anderson e seus companheiros para escrever o Livro da Constituição de 1723, não são exactamente conhecidos, centenas de velhos outros pergaminhos sobreviveram, foram encontrados, guardados e interpretados, constituindo uma fonte das mais autênticas para a história da nossa sublime Ordem. Nesses antigos deveres (em muitos deles) já se falava na construção do Templo de Salomão pelos maçons. Convém contudo, no que concerne à historia, tratar tais documentos com certa reserva. Na origem, foram escritos por religiosos medievais, devotados a Deus sem dúvida nenhuma, mas desprovidos de crítica histórica. Presume-se que monges cristãos transmitiram essas lições a operários iletrados (nossos avós) e que tais documentos foram sendo copiados, recopiados, etc., mantendo a visão de uma época que muito desconhecia da História.&lt;/p&gt;&lt;h2 style=&quot;overflow-wrap: break-word; letter-spacing: -0.7px;&quot;&gt;A tradição bíblica&lt;/h2&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;O Templo de Salomão, integra as narrativas do livro mais respeitável da sociedade ocidental – a Bíblia. Ao sair do Egipto, conduzido por Moisés, o povo hebreu não possuía uma religião definida, muito menos um templo. Sómente após o episódio no monte Sinai – quando Moisés recebe de Deus as normas fundamentais da Lei bem como as instruções exactas quanto à construção da Tenda Sagrada (o Tabernáculo) – é que os hebreus passam a ter um local específico de culto, abrigando nessa Tenda os objectos sagrados: a Arca da Aliança, a Mesa dos pães ázimos (ou sem fermento), o Candelabro de sete braços (Minorá). Haveria também um altar para queimar as ofertas sacrificais, outro para queimar incensos (perfumes) e uma pia de bronze. Enquanto o povo vagueava pelo deserto, Deus orientava quando, onde e por quanto tempo estacionar. Os que fugiram do Egipto mudavam o seu acampamento de um lugar para outro, somente quando a nuvem que cobria o Tabernáculo (indicando a presença do Eterno) se erguia e indicava o caminho a ser seguido. Durante o dia, a nuvem; à noite, uma coluna de fogo&amp;nbsp;&lt;i&gt;(veja em Êxodo, 40.34-38; ou em Números, 9.15-23)&lt;/i&gt;. E foram quarenta anos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;Antes de Jerusalém ser transformada por David na capital do reino, ainda no tempo de Samuel (um sacerdote, juiz, profeta, mediador, chefe de guerreiros), Deus, falando a Jeremias, equipararia Samuel a Moisés –&amp;nbsp;&lt;i&gt;Jer. 15.1&lt;/i&gt;&amp;nbsp;– a Arca ficou guardada num templo, em Silo, sob os cuidados da família de Eli, também sacerdote. Em Silo, Josué (que sucedera a Moisés) acampara o povo pela última vez (&lt;i&gt;Josué, 18.1 e sgs.&lt;/i&gt;). Esse pequeno templo de Silo foi, presumidamente, destruído pelos filisteus (&lt;i&gt;Jer. 7.11-12: “Será que vocês pensam que o meu Templo é um esconderijo de ladrões? Vão a Silo, o primeiro lugar que escolhi para nele ser adorado, e vejam o que fiz ali por causa da maldade de Israel.” Assim falou o Eterno.&lt;/i&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;David, já consagrado rei, levaria a Arca da Aliança para Jerusalém (&lt;i&gt;1 Crónicas 15.25-28&lt;/i&gt;). Tão alegre e festivo esteve David nesse cortejo (cantando e dançando com o povo), que Mical, sua esposa, filha de Saul, sentiu desprezo por ele (&lt;i&gt;1. Cron., 15.29&lt;/i&gt;). Contudo o tabernáculo e o altar dos sacrifícios continuariam em Gabaon, visto que David caíra em desgraça aos olhos de Deus. Derramara sangue em abundância, fizera guerras em demasia e, por isso mesmo não poderia edificar em nome de Deus (&lt;i&gt;ver I Cron. 22.6-19&lt;/i&gt;). Somente Salomão teria a glória de construir o Templo – o primeiro de Jerusalém, dada a existência de mais dois templos: o construído por Zorobabel, após o exílio na Babilónia, e o construído por Herodes.&lt;/p&gt;&lt;h2 style=&quot;overflow-wrap: break-word; letter-spacing: -0.7px;&quot;&gt;Fontes extra bíblicas&lt;/h2&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;Apesar das minuciosas descrições registadas na Bíblia, ainda não foi possível, contudo, ter certezas quanto a esse primeiro templo de Jerusalém. Não há registos extra bíblicos. As escavações arqueológicas ainda não apresentaram alguma prova válida da existência dessa obra. Explica-se tal ausência de restos arqueológicos à completa destruição que teria sido realizada por Nabucodonosor, ou à insuficiência de escavações no próprio sítio atribuído à localização do Templo. Esse lugar (santificado por diversas linhas religiosas) seria o hoje ocupado pela belíssima e muito sagrada Mesquita de Omar, ou o Domo da Rocha, onde Abraão, obediente a Deus, quase sacrifica seu próprio filho, Isaac (&lt;i&gt;Gen. 22.1-19&lt;/i&gt;) – onde, de modo significativo, a tradição islâmica localiza Maomé subindo ao Céu (portanto mais do que justificada a recusa maometana em permitir escavações naquele local santificado). Contudo, não são encontrados, também, registos arqueológicos (monumentos comemorativos) da vitória de Nabucodonosor, como, por exemplo, podem ser encontrados registos do triunfo romano de Tito, seiscentos anos depois, destruindo o templo construído por Herodes (a terceira construção na série histórica).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;Alúde-se ao célebre “muro das lamentações” como tendo sido parte da grande alvenaria de arrimo na esplanada do Templo. Contudo as determinações científicas de data, dali oriundas, dão ao muro idade próxima à década anterior ao nascimento de Cristo, tornando-a uma obra mais adequada de ser atribuída ao terceiro templo, destruído pelos romanos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;Contudo Salomão foi efectivamente um grande construtor. A sua época – historicamente considerada, arqueologicamente comprovada – foi de grande prosperidade. Um dos registos arqueológicos mais significativos dessa época, é o da cidade de Megido, um complexo notável, cavalariças com pilares em série, talhados em pedra calcária. Do tempo de Salomão, há ainda restos arqueológicos da fundição – refinaria de cobre em Ezion-Geber, produtora da matéria-prima que serviria de ornamentos e utensílios de bronze (que as narrativas bíblicas apontam ao Templo). Do mesmo modo, mesmo sem descobrimentos arqueológicos em Jerusalém, pelo resultado de outras escavações e estudo de documentos diversos (&lt;i&gt;detalhes e documentação em Alex Horne, op. cit., Cap. IV, p. 37 e sgs.&lt;/i&gt;) é possível estabelecer conclusões quanto à arquitectura atribuída ao Templo de Salomão, no que se refere à ornamentação, disposição das dependências, técnica construtiva, comparando a tradição bíblica com restos arqueológicos de outros templos do Oriente próximo. São lições preciosas.&lt;/p&gt;&lt;h2 style=&quot;overflow-wrap: break-word; letter-spacing: -0.7px;&quot;&gt;Conclusão&lt;/h2&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;Enfim, o maçom é mestre na arte de compor oposições e não desprezará o repositório inesgotável de ensinamentos velados por alegorias que nos proporciona a história (ou a lenda) da construção do Templo do Rei Salomão. Não desprezará a tradição dos maçons operários, só porque a Arqueologia ainda não obteve provas irrefutáveis;&amp;nbsp; não se negará a tradição bíblica somente por insuficiência de escavações arqueológicas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;Jules Boucher, célebre obra “&lt;i&gt;A Simbólica Maçónica” (trad. de Frederico O. Pessoa de Barros, Ed. Pensamento, S. Paulo, 9a. ed., 1993, p. 152&lt;/i&gt;): os maçons não tentam reconstruir materialmente o Templo de Salomão; é um símbolo, nada mais – é o ideal jamais terminado, onde cada maçom é uma pedra, preparada sem machado nem martelo no silêncio da meditação. Para elevar-se, é necessário que o obreiro suba por uma escada em caracol, símbolo inequívoco da reflexão. Tem por materiais construtivos a pedra (estabilidade), a madeira do cedro (vitalidade) e o ouro (espiritualidade). Para o maçom, ensina Boucher, “&lt;i&gt;o Templo de Salomão não é considerado nem em sua realidade histórica, nem em sua acepção religiosa judaica, mas apenas no seu significado esotérico, tão profundo e tão belo&lt;/i&gt;“.&lt;/p&gt;&lt;h3 style=&quot;overflow-wrap: break-word; letter-spacing: -0.5px;&quot;&gt;O Templo de Salomão é o templo da paz. Que a Paz do Senhor permaneça nos nossos corações!&lt;/h3&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;i&gt;Adaptado de Autor desconhecido por Rui Bandeira&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.nucleo137.com/site/wp-content/uploads/2016/03/20_templo_salomao.png&quot; alt=&quot;Imagem relacionada&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;</description>
            </item>
                    <item>
                <title>A importância da Maçonaria para a Família</title>
                <link>http://respeitavel-loja-acacia.mozello.com/page-4/params/post/1772733/</link>
                <pubDate>Thu, 18 Apr 2019 01:46:00 +0000</pubDate>
                <description>&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Desde os primórdios do mundo quando as pessoas se organizavam em grupos biológicos, até os dias actuais onde o individualismo impera nas sociedades em que vivemos, o conceito de família, as suas influências e impactos na sociedade modificaram-se bastante.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Até há pouco tempo atrás os papéis desempenhados pelos membros de uma família eram claramente delineados e perceptíveis: à mãe cabia a vida e a alimentação, ao pai o sustento e educação e aos irmãos a divisão fraterna do que se adquirisse.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;E com este modelo de família, através dos tempos, a sociedade desenvolveu-se. Era o bastante para dar o conforto e o aconchego necessários ao crescimento dos filhos e direccioná-los para a vida de acordo com a visão de mundo do grupo familiar. O suficiente para aprender e transmitir valores como amizade, fraternidade e amor.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Apesar de toda esta formação, o mundo também mudou, e muito. As exigências modernas mudaram o foco da família para além dela. Hoje, numa sociedade competitiva como a nossa, o individualismo e a concorrência dominam tudo, fazendo com que os membros da família tenham de se adequar aos valores e elementos da sociedade em que vivem, como regra de sobrevivência, muitas vezes contrariando os seus próprios valores.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Aliem-se a isto as novas formatações de família: pais desconhecidos ou ausentes, mães que necessitam também de buscar o mercado de trabalho, filhos educados por terceiros, famílias desestruturadas por vícios diversos, e teremos então o verdadeiro retrato da sociedade actual: uma sociedade onde a família, no seu conceito estrito, está a dissolver-se, formada que está por personalidades temerosas e a falta de amor e de fraternidade impera.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Neste contexto é que a Maçonaria tem um papel importante na formação e principalmente na conservação dos laços familiares. Os seus sólidos valores contribuem fortemente para o fortalecimento dos valores da família.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Mas talvez a maior contribuição da Maçonaria à família seja a forma como os seus integrantes são escolhidos nesta sociedade. Todos têm compromisso de se ajudarem uns aos outros, e o que é isto senão uma família? A Maçonaria acolhe, propicia a reflexão de temas capazes de modificar comportamentos e ampliar horizontes. Ao cultivar nas suas reuniões o dever de serem homens bons e melhores, bem como o aperfeiçoamento intelectual e das virtudes dos seus integrantes, também transfere para o Maçon, no papel de pai, essas mesmas qualidades. Antes de buscar o aperfeiçoamento da sociedade o Maçon busca o seu próprio aperfeiçoamento como homem, em todos os seus papéis.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;A Maçonaria propicia assim uma evolução moral e intelectual dos seus integrantes, prestando culto a um ser criador, o Grande Arquitecto do Universo, independente de ideologia religiosa. Faz desta liberdade de escolha religiosa uma característica singular da sua sociedade, uma vez que agrupa ideários sem agrupar correntes, transferindo assim, para a família, a ideia de respeito e liberdade.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;De uma certa forma, a Maçonaria dá aos Maçons os instrumentos necessários para que sejam bons pais, bons homens e bons cidadãos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Além disto, a Maçonaria incentiva e cultiva a prática constante da beneficência, buscando uma sociedade mais humana e justa, e propiciando à família do Maçon a oportunidade de participar nestes projectos humanitários, desenvolvendo valores como amor ao próximo e afeição fraternal, reconhecendo em todos novos Irmãos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Neste sentido o apoio dos Maçons às acções de iniciativa da família também é primordial para a consolidação desses valores e inserção de todos os membros numa só sociedade. Exemplos disto são as acções sociais e de filantropia que são desenvolvidas pelas Fraternidades Femininas, formadas pelas esposas dos Maçons, pelas “Filhas de Jó”&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e pelos “DeMolays”&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, formadas por filhas e filhos dos Maçons, respectivamente. É a família que se une em torno de exemplos e boas acções, buscando melhorar as condições de vida dos nossos Irmãos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;E, como tudo na vida, é dando que se recebe. E é também com a prática diária da fraternidade que recebemos os inputs de amor, carinho, reconhecimento e respeito, que nos direccionam para novas acções.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;As acções individuais, com certeza que acodem a alguém em algum lugar. Mas ninguém está sozinho. Assim, a sociedade dos Maçons, amparada pelas suas famílias, faz muito mais, por muito mais gente. Assim é, também, que a Maçonaria contribui muito para o fortalecimento da família, e a família, por sua vez, dá a solidez necessária ao caminhar dos Maçons. A via é sempre de duplo sentido, num “bate e volta” que só amplia os horizontes e possibilidades daqueles que viajam pela vida buscando a felicidade geral e a paz universal.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Adaptado de&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&amp;nbsp;Silvânia Maria dos Santos R. Guimarães&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;h2 style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px; letter-spacing: normal;&quot;&gt;Bibliografia&lt;/h2&gt;&lt;ul style=&quot;box-sizing: border-box; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-family: Lato; font-size: 17px; font-style: normal; font-weight: 400; margin-bottom: 30px; margin-left: 0px; outline: 0px; padding-left: 30px; list-style-type: square; color: rgb(1, 5, 121);&quot;&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Diversos sites disponíveis na internet Wikipédia&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Revista Superinteressante&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;h2 style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px; letter-spacing: normal;&quot;&gt;Notas&lt;/h2&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;As Filhas de Jó Internacional, ou apenas Filhas de Jó é uma Ordem sem fins lucrativos, discreta e de princípios fraternais, filosóficos e filantrópicos, apoiada pela Maçonaria e destinada a jovens do sexo feminino entre 10 e 20 anos (incompletos), visando o aperfeiçoamento do carácter, por meio do desenvolvimento moral e espiritual encontrados nas Sagradas Escrituras, da lealdade para com a bandeira do seu país, do amor filial e do serviço à comunidade.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;A Ordem baseia-se nos ensinamentos Bíblicos sobre a vida de Jó e a sua paciência perante os desafios e provações pelos quais teve de passar.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;O nome desta Instituição para maçónica refere-se às três filhas de Jó: Kézia (fé), Jemima (pureza) e Keren-Happuck (triunfo da fé), que são citadas na Bíblia como as “mulheres mais justas de toda a Terra”.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A Ordem DeMolay é uma sociedade discreta criada por Frank Sherman Land a partir de princípios filosóficos, fraternais, iniciáticos e filantrópicos, para jovens do sexo masculino com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos incompletos. A Ordem DeMolay é a maior entidade juvenil do mundo. É uma organização para maçónica fundada nos Estados Unidos, em 24 de Março de 1919, pelo maçom Frank Sherman Land patrocinada e apoiada pela Maçonaria oficialmente desde 1919, que na maioria dos casos cede espaço para as reuniões dos Capítulos DeMolays e Priorados ou conventos da Ordem da Cavalaria – denominações das células da organização.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://www.freemason.pt/wp-content/uploads/2019/02/familia_876erdfytrew.jpg&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description>
            </item>
                    <item>
                <title>OS TEMPLÁRIOS E SUA RELAÇÃO COM A MAÇONARIA- uma perspectiva</title>
                <link>http://respeitavel-loja-acacia.mozello.com/page-4/params/post/1755164/</link>
                <pubDate>Sun, 31 Mar 2019 23:37:00 +0000</pubDate>
                <description>&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nestes dois últimos séculos, muito tem sido falado sobre a relação entre a Ordem dos Templários e a Maçonaria. Tanto é assim que alguns autores têm tentado mistificar, não sabemos com que intenção, alguns atores que participaram do cenário do Templo e bem assim, numerosas passagens históricas caindo em especulações de difícil credibilidade.&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Agora, no entanto, não se quer dizer que o mito seja uma ferramenta ruim para sustentar ou analisar um fato histórico,como se pode inferir, e tem sido demonstrado que qualquer história escrita, basicamente, é uma forma de mito. O problema é está essencialmente no fato de que qualquer relato histórico se inclui e se retira elementos, de acordo com as necessidades, aspectos e transcendências do tempo em que foi criado e não da época a que se refere. Nestas condições podemos afirmar que é um equívoco; por conseguinte, falsifica forçosamente o que realmente aconteceu. Não se deve pensar, ademais, que queremos ditar um aula sobre a teoria e filosofia da história, pois não somos autoridade para isso, de repente isso é uma loucura nossa. Porém, essa não é a discussão, só para chamar um pouco da atenção se verdadeiramente os Templários tinham qualquer relação com a Maçonaria, apesar de se ter gastado rios de tinta sobre esse tema. No entanto, muitas pessoas, incluindo os maçons, estão se perguntando, de onde veio a maçonaria? Quem são os Cavaleiros Templários? Os Templários tem algo a ver com as Cruzadas? Os Templários foram os fundadores da Maçonaria? A maçonaria atual conserva símbolos Templários? Esta maçonaria tem graus dedicados aos Templários e aos Cruzados? Com certeza temos todas as perguntas necessárias para desvendar esse tema e, para respondê-las, temos que falar sobre as origens da Maçonaria e em seguida faremos uma análise suscinta sobre algumas variáveis históricas que temos considerado de certa relevância para alcançar o objetivo a que nos propomos neste ensaio, como o de demonstrar a relação existente entre os Cavaleiros Templários e a Franco Maçonaria.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;O assunto sobre a origem da Maçonaria tem dado muito o que falar; se tem especulado com algumas lendas que carecem de suporte histórico, maçónico e científico. Tudo isto é possível por que desde o começo a tradição oral na Maçonaria tem servido como ferramenta defensora de seus inimigos; por tal motivo os antigos maçons procuravam não deixar nada escrito sobre os assuntos próprios da Instituição para evitar serem perseguidos e muitas vezes assassinados. Como nos expressamos no livro “Antigos Documentos da Maçonaria”, a tradição oral é muito importante na Maçonaria, até o ponto que todos os documentos escritos, e sobre tudo os rituais, impressos ou manuscritos, tão-somente podem ser considerados como “espaço-memória”. No entanto, a evolução do mundo em que a Ordem Maçónica está inserida tem chegado a tal extremo que as faculdades de memorização da generalidade dos maçons tem declinado muito, fazendo-se necessário recorrer a esses “espaços-ajuda”. De todo modo os citaremos com a finalidade de refletirmos e assim tratarmos das muitas dúvidas a respeito.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Pois bem, em várias oportunidades temos ouvido teorias idealistas, fantásticas e tão absurdas que provocam risos naqueles que pesquisam o tema. Dizem: “que nossa origem se remonta ao preciso instante da criação”, ou “que nossa Luz invadiu os paradisíacos locais onde um homem chamado Adão surgiu do nada no tempo”. Também sugerem: “que Deus, o Grande Arquiteto do Universo, fundou a Franco Maçonaria, e que esta teve por padroeiro Adão, os patriarcas, os reis e filósofos de outrora”, e os mais ousados incluem Jesus Cristo na lista como Grão-Mestre da Igreja Cristã. Tudo isso sem nenhum embasamento histórico ou proto-histórico. Igualmente pretendem sustentar as afirmações anteriores, assimilando-se à Maçonaria a construção da Arca de Noé, a Torre de Babel, as Pirâmides do Egito, ao Templo de Salomão, etc. Autores posteriores encontram a origem da Maçonaria nos mistérios egípcios, Dionísiacos, de Eleusis, Mitra, e Druidas; em seitas e escolas tais como a dos Pitagóricos, Essênios, Caldeus, do Zoroastrismo, e as do Agnosticismo, nas sociedades Evangélicas que precederam a Reforma; nas Ordens de Cavalaria (Hospitalários e Templários); entre os alquimistas, Rosacruzes, Cabalistas; em sociedades secretas da china e dos árabes. Se afirma, além disso, que Pitágoras fundou a Instituição Druídica e portanto que a Maçonaria provavelmente existia na Inglaterra 500 anos antes de nossa era.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Um grupo importante de historiadores, especialista na matéria, consideram seu início no Sufismo, escola mística e virtuosa do Islamismo, nascida na Pérsia (Século VIII de nossa era) como resultado da união das doutrinas islâmicas com as religiões da Índia, em especial o budismo, e a qual se incorporaram elementos cristãos e neoplatónicos. Outra corrente muito respeitável crê que os Templários são a ligação entre a Maçonaria, o Templo de Salomão e o Sufismo. Do mesmo modo há quem, sem depreciar essas teorias, pensam que encontraremos o nascimento da Maçonaria nos grémios dos construtores de catedrais e a forte influência que tiveram de uma equipe de sábios, pertencentes em certos casos, à Real Sociedade de Londres. Outros, ensaístas maçónicos, os mais ortodoxos, afirma que a verdadeira Maçonaria surge no século XVIII quando deixa de ser Operativa e se converte em Especulativa.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estudiosos como Lacarrière, Leroy e Festugière afirma que o início da Maçonaria pode ser encontrada na seita dos “sabios”&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Documents%20and%20Settings/computador/Meus%20documentos/Los%20Templarios%20y%20su%20relaci%C3%B3n.docx#_ftn1&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;que cultuavam os astros, principalmente ao sol e a lua. De acordo com eles, nesta linhagem semítica de origem babilônica, podemos observar uma sucessão de elementos que poderiam ser o suporte de uma possível Maçonaria. Por conseguinte, estes supostos fundadores da Maçonaria perecem sob a irrupção das cruzadas. Logo, seu trabalho passa ao Ocidente onde nascem Ordens como a dos Templários, que por sua vez, terminariam na Maçonaria. Em todo caso existem numerosas provas arqueológicas de que os Templários que mudaram para a Escócia tiveram contato com as primeiras Lojas Maçônicas.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, por exemplo, na Capela dos Saint Clair de Rosslyn, os símbolos templários convivem com os Maçônicos. No entanto, não podemos comprovar qual foi a hipótese formidável da exata relação que os Templários tiveram com a Maçonaria. É muito factível que se vinculam com ela de uma maneira natural induzida, primeiro, pelo prazer que determinados cavaleiros tinham demonstrado ainda no Oriente sobre cosmovisões gnósticas e, segundo, pelo desejo de vingar-se do papado e da coroa francesa que haviam destruído sua Ordem. Nesse sentido, as mortes do Papa Clemente V e dos herdeiros ao trono francês tem sido interpretadas como assassinatos templários embora, indiscutivelmente, tais presunções não passem de uma teoria irreal.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;A Ordem do Templo, que incorporara tanto o fator monástico com o militar na sua vocação espiritual, liderada inicialmente pelo francês Hugo de Payens, o flamengo Godofredo de Saint-Adhemar e mais sete cavaleiros, foi criada no calor da Primeira Cruzada pelos anos de 1118, em Jerusalém, com o objetivo de proteger os peregrinos que a visitavam. Por esta razão recebeu o apoio entusiasta de São Bernardo de Claraval. Igualmente o grupo havia jurado, ante o patriarca de Jerusalém, votos monacais de castidade, pobreza e obediência, e o rei de Jerusalém, Balduíno II, lhes concedeu quarteis nas mesquitas de Koubet al-Sakhara e Koube al-Aks, situadas sobre o solar do antigo Templo de Salomão. Por eles a Ordem se chamaria, com o tempo, “Ordem do Templo” e seus membros “Templários”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;A grande maioria dos historiadores concordam de que os nove cavaleiros fundadores da Ordem, participaram anos antes, a partir de 1095, da Primeira Cruzada a Terra Santa. Por tanto, esta Fraternidade está intimamente ligada às Cruzadas já que nasce como consequência da primeira e morre pouco depois que o último projeto de Cruzada se fizera inviável, no início do século XIV.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Os autores maçons Christoplher Knight e Robert Lomas pensam que durante o assédio a que foi submetida a Ordem do Templo a partir de 13 de outubro de 1307 por Felipe IV da França – para apoderar-se das riquezas dos Templários – com o beneplácido do Papa Clemente V, alguns de seus membros conseguiram escapar e instalaram-se em terras escocesas, levando parte dos tesouros e maniscritos que haviam encontrado sob os estábulos do Templo de Salomão. Logo se mudaram para a localidade de Rosslyn, não longe de Edimburgo, onde esperava outro Templário William Sinclair, neto de Henry Sinclair, um cruzado que havia visitado a Terra Santa muito antes de que se descobrissem essas relíquias. Ao que parece, William queria construir um templo cujas fundações seriam idênticas da do Templo de Salomão, com a intenção de ocultar nele as relíquias e manuscritos num lugar equivalente ao de sua procedência. O templo de Willian Sinclair, construído em 1447, é a Capela de Rosslyn e, segundo Marcus Allen, periodista e investigador desses assuntos, e distribuidor na Inglaterra da revista australiana “Nexus”, uma parte da Capela está fechada atualmente ao público com a desculpa de estar sendo submetida a “reformas” no sótao. Allem crê que estão buscando o esconderijo da Arca da Aliança.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Por outro lado é interessante assinalar que não cabe nenhuma dúvida que os exércitos dos Cruzados, conhecendo de fato que tinham que sitiar as cidades da Asia Menor que se encontravam em seu caminho até Jerusalém, levaram também todos os dispositivos humanos necessários, competentes na arte da construção de fortificações. Assim mesmo preocupados pelo misticismo religioso fanático que lhes conduzia, levaram homens expertos na construção de igrejas. Depois, ao regressar a Europa, trouxeram consigo muitos segredos da construção aprendidos dos arquitetos e construtores do Oriente.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Os chefes dos Grêmios de Construtores fizeram o possível para que tais segredos não fossem divulgados. Em consequência, os que ingressavam como membros da Fraternidade, juravam não revelar jamais os segredos do oficio que aprendiam, nem tampouco as fórmulas e sinais de reconhecimento da Sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Cada Loja tinha seus próprios regulamentos e, certamente, tinham muitos fatores comuns neles. No entanto, José Dotzinger, que havia sido reconhecido a época como o Grão-Mestre da Fraternidade dos maçons para a Alemanha livre – constituída só de Mestres, Companheiros e Aprendizes – organizou um congresso em 1459, em Ratisbona e ali foram unificados todos os Estatutos que regiam os destinos dos construtores.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Fosse como fosse, durante os séculos seguintes, essa vinculação de alguns templários com a Maçonaria se converteu em um ponto centra de sua história e de sua propaganda. Se insistiu que os Templários haviam tomado parte da cadeia de receptores de segredos ocultos existentes desde o início dos tempos - um fato mais que duvidoso - a que se deu o nome deu o nome de “Templárias” a algumas obediências Maçônicas como a Ordem dos Cavaleiros Templários Admitidad no seio da Grande Loja da Inglaterra e outras ordems Templário-Maçônicas na Escócia, Irlanda e Estados Unidos., Tampouco, devemos estranhar o fato de que tanto a Maçonaria como os Templários se apresentavam como inimigos declarados da Santa Sé. A relação, portanto, dos Cavaleiros Templários com a Maçonaria Escocesa do século XIV resulta inegável. Da mesma maneira se afirma que foram estas fraternidades de construtores chegadas ao Ocidente que deram origem à Maçonaria moderna&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Trouxeram com eles a arte gótica cuja propagação foi financiada pelo Templo. Do mesmo modo a tradição templária havia incorporado também os ritos e a simbologia do Templo nas primeiras Lojas Maçônicas escocesas.~&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Outra situação que chama muito a atenção é que na Escócia – no início do século XIV, se falava em guerra com a Inglaterra – as bulas pontifícias de supressão da Ordem jamais foram promulgadas, pelo que os Templários daquele país nunca se dissolveram oficialmente. Parecem existir provas de que o Templo escocês se manteve como um corpo coerentes durante mais quatro séculos. Inclusive, se diz que um forte contingente de templários lutou às ordens de Robert Bruce na Batalha de Bannockburn, em 1314. Precisamente é ao Rei Robert Bruce a quem se cita como fundador das primeiras Lojas Escocesas.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Podemos afirmar com segurança que as tradições templárias perduraram nesta região. Não é casual que a constituição da Maçonaria especulativa na Inglaterra se deve a dinastia escocesa dos Stuarts.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Na atualidade encontramos um templarísmo vigente nos graus maçônicos, já que entre os Graus 15 e 30, estão presentes muitas características relacionadas com os Cavaleiros Templários e o Templo de Salomão. Assim, por exemplo, temos que os graus dezesseis e dezessete se denominam respectivamente “Cavaleiros de Jerusalém” e “Cavaleiro do Oriente e Ocidente”; no grau 27 é o grau do “Grande Comendador do Templo”, que ressalta a autoridade suprema do Mestre sobre a Ordem Templária; e o grau 30, intitulado “Cavaleiro Kadosch” se refere a vingança do Templo contra a coroa francesa e o papado, responsáveis pelo desaparecimento da Ordem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Já expressamos que alguns Cavaleiros Templários francesses se refugiaram na Escócia onde as Lojas Maçônicas lhes brindaram com hospitalidade e, em agradecimento a esse fato, aqueles maçons foram iniciados nas doutrinas secretas de sua Ordem e criaram um grau Maçônico com as características do Cavaleiro Templário. Desta forma os Maçons se constituíram em seus sucessores e continuadores de suas práticas e ritos. Logo, um Cavaleiro Kadosch era naquele momento histórico um vingador do assassinato de Jacques De Molay, último Grão-Mestre da Ordem do Templo que foi preso durante cinco anos e meio, período em que foi submetido aos sofrimentos e indignidades mais extremas com o propósito de se obter dele, pela força, a confissão do delito de sua Ordem, No entanto, foi firme e leal, e em 11 de março de 1314, o conduziram a frente da Catedral de Nossa Senhora, em Paris, onde foi queimado publicamente. Por trás desta crueldade estavam as obscuras personagens: Felipe IV, o Belo, rei da França e o papa francês Bertrand de Goth, Clemente V.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;No ano de 1305, Felipe IV logrou que a eleição papal recaísse em um de seus partidários que se converteu no papa Clemente V e ao qual obrigou residir na França. Deste modo teve inicio o chamado “Cativeiro da Babilônia” do papado (1309-1377), durante o qual os papas viveram em Aviñon, submetidos ao controle da monarquia francesa.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Felipe IV deteve, em 1307, o Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários, Jacques de Molay, e no ano de 1312 obrigou o Papa Clemente V a suprimir esta Ordem Religiosa e Militar cujas riquezas foram confiscadas e muitos de seus membros foram queimados na fogueira.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Felizmente, a prudência e o bom senso, fizeram que este grau fosse modificado substancialmente e a partir de 1797, o Cavaleiro Kadosh interpreta esta lenda de maneira simbólica e com um caráter eminentemente filosófico, não é o terrível vigador das vítimas da Ordem do Templo, é o homem ilustrado, íntegro, justo e bom, que serve a pátria e acata suas leis.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Outro aspecto que valioso que devemos recordar é quando Jerusalém foi tomada e destruída pelos exércitos do imperador romano Tito Flávio Vespasiano no ano 70 (E.´.V.´.), expulsando da cidade aos pacíficos Kadosch, que como sábios só se ocupavam do aperfeiçoamento moral do ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Muitos anos depois, os valentes militares do duque da Baixa Lorena (França), Godofredo de Bouillon, chefe da primeira Cruzada contra os sarracenos, recobrou Jerusalém, convertendo-se assim no primeiro rei desta cidade em 1099.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Logo após terem ocupado o Templo de Jerusalém os Kadosch foram mais uma vez expulsos, documentos importantes foram perdidos, onde constava a história da Maçonaria e sua ocupação no campo científico. Esse fato fez com que os sábios se dispersassem por toda a terra para continuar suas investigações e outros foram escolhidos para esconder e proteger no Ocidente o que restou do grande arquivo, tomando o nome de Príncipes do Segredo Real ou do Real Segredo, equivalente ao Grau 32, do Rito Escocês Antigo e Aceito, o sexto e último de sua classe, e o segundo dos Graus Sublimes (Maçonaria Branca ou Graus Administrativos).&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Como podemos ver, a criação dos Sublimes e Inefáveis graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, teve lugar pouco depois do término da primeira cruzada, estabelecendo-se simultaneamente na Escócia, França e Prússia; porém, por circunstâncias que não são conhecidas, estes cairam muio rapidamente em desuso e permaneceram esquecidos durante muitos anos, ou seja de 1648 até 1744. No entanto, semelhante afirmação não tem podido ser demonstrada nem apoiada por nenhum documento autêntico e confiável que mereça o menor crédito. Estamos de acordo, em reconhecer que a introdução da Maçonaria Templária teve lugar na França no ano de 1727, através do nobre francês Barão Ramsay. Portanto, com as reflexões históricas feitas até aqui, fica demonstrado que houve sim uma relação entre a Ordem dos Templários e a Maçonaria.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;b&gt;NOTAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;[1] Morales, Charris Mario. ANTIGUOS DOCUMENTOS DE LA MASONERÍA –manuscritos antes de 1717–. Editor, Gran Logia del Norte de Colombia. Imprenta, Cencys 21. B/quilla., Colombia. Marzo de 2004. P. 9. [2] Citados por Blashke, Jorge y Río, Santiago. LA VERDADERA HISTORIA DE LOS MASONES. Editorial Planeta, S. A. Primera edición. Barcelona, España. Enero de 2006. P.40.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;b&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;1. Abrines, Lorenzo Frau. DICCIONARIO ENCICLOPÉDICO DE LA MASONERÍA. Editorial del Valle de México, S. A. Tomo III. México. 18 de septiembre de 1981.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;2. Baigent, Michael y Leigh Richard. MASONES Y TEMPLARIOS –sus vínculos ocultos–. Ediciones Martínez Roca, S. A. Madrid, España. Abril de 2005.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Blashke, Jorge y Río, Santiago.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;3 LA VERDADERA HISTORIA DE LOS MASONES. Editorial Planeta, S. A. Primera edición. Barcelona, España. Enero de 2006.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/-0AMavKAbFWc/UmqNzkeDhnI/AAAAAAAAAlo/ACnqPBljRdo/s400/Cavaleiros+Templarios+1947.jpg&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
            </item>
                    <item>
                <title>Origens da Maçonaria</title>
                <link>http://respeitavel-loja-acacia.mozello.com/page-4/params/post/1751141/origens-da-maconaria</link>
                <pubDate>Tue, 26 Mar 2019 23:30:00 +0000</pubDate>
                <description>&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;A origem da Maçonaria antiga está envolta na névoa dos tempos, das&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;lendas e dos mitos. Alguns fazem mergulhar as suas raízes aos mistérios&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;persas ou dos magos, dos Brâmanes (5.000 anos), dos egípcios (Isis e&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;Osíris — 3.000 anos), dos gregos (Cabyres, Ceres e Elêusis — 2.000 anos),&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;dos judeus (especialmente dos Essénios e de Salomão), dos romanos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;(culto de Mitra) dos Galo‑Celtas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;(Druidas) e mais modernamente, à Ordem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;dos Templários, fundada em 1117.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;Todos estes mistérios destinavam‑se&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;a reservar a certas elites os segredos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;da religião, da astronomia, da filosofia, das artes e das ciências&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;primitivas, como a alquimia. Só eram revelados pela iniciação dos escolhidos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;através de uma linguagem figurada e simbólica, que deu origem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;a diversos rituais de que ainda há vestígios na Ordem Maçónica. Cristo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;teria sido iniciado, e a sua doutrina seria a revelação dos mistérios Essénios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;Há também quem, embora admitindo a influência do hermetismo antigo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;entenda que a Maçonaria nasceu com a construção do Templo de&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;Salomão (Séc. X a.C.), ele próprio iniciado nos mistérios de Elêusis, e&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;está ligada ao mito bíblico de Hiram, ou Hiram Abiff, o seu arquiteto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;O Templo, símbolo da Tolerância, demorou sete anos a construir e&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;empregou cerca de 100.000 operários, incluindo 8.000 pedreiros. Como&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;era impossível conhecer tantos servidores, Hiram classificou‑os&amp;nbsp;&lt;/span&gt;em três&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;graus ou categorias — aprendizes, companheiros e mestres — e deu‑lhes,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;para os reconhecer e se reconhecerem entre si, palavras e toques conforme&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;o grau. Tais sinais, à exceção dos de mestre, que se perderam com a&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;sua morte, são os mesmos ainda hoje usados em todos os ritos da Maçonaria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;Quando o Templo estava quase concluído, três maus companheiros,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;não tendo logrado alcançar a mestria e o respetivo salário, conjuraram‑se&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;para extorquir de Hiram os sinais de mestre. Esconderam‑se,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;cada um,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;em uma das três portas do Templo, numa tarde em que o arquiteto, depois&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;da saída dos operários, inspecionava os trabalhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;Quando Hiram saía pela porta do ocidente, o primeiro companheiro,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;armado com uma régua, impediu‑lhe&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;a passagem, pedindo‑lhe&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a palavra&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;sagrada e o sinal do grau. O Arquiteto recusou e o traidor desferiu‑lhe&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;uma paulada, que o atingiu no ombro. Hiram fugiu para a porta do norte,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;onde estava o segundo companheiro que agiu da mesma forma e, perante&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;igual recusa, lhe vibrou uma pancada com o esquadro. Hiram tentou então&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;escapar‑se&amp;nbsp;&lt;/span&gt;pela porta do oriente, mas foi interpelado pelo terceiro companheiro&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;que, tendo feito a mesma exigência e recebido idêntica recusa o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;agrediu violentamente na fronte com um maço, provocando‑lhe&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;a morte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;Os assassinos transportaram a vítima para fora da cidade e enterraram‑no&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;em local assinalado com um ramo de acácia. Ali foi encontrado, mais&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;tarde, pelos outros mestres. Segundo a lenda, estes haviam combinado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;que o primeiro sinal que fizessem e as primeiras palavras que proferissem&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;ao descobrirem o cadáver, ficassem para sempre como o sinal e a palavra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;sagrada de mestre. Quiseram, assim, acautelar a eventualidade de os&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;sinais correspondentes ao grau terem sido descobertos pelos assassinos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;Tais palavras e sinais, que apenas são revelados quando um companheiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;ascende ao grau de mestre, ainda hoje são utilizados. Também os&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;graus estabelecidos por Hiram constituem, tantos séculos volvidos, os&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;três primeiros graus da Maçonaria. Aliás, a reconstituição da lenda faz&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;parte essencial do rito de elevação à condição de mestre maçon.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;O assassínio de Hiram interrompeu os trabalhos e o Templo de Jerusalém&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;ficou por concluir, sendo mais tarde destruído pelos caldeus e pelos romanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;Os maçons procuram desde então a palavra de Mestre, a fim de o poderem&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;reconstruir. Esta palavra perdida é a essência do segredo maçónico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;A sua descoberta permitirá a ressurreição simbólica do arquiteto e a construção&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;do novo «Templo», símbolo da fraternidade universal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;Estas lendas e mitos não têm confirmação histórica, salvo a existência&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;de Hiram, que vem referido na Bíblia (Primeiro Livro dos Reis, Vll‑13‑14).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;Porém, as lendas e os mitos não são mais do que alegorias de uma realidade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;perdida. E, sem dúvida que a Maçonaria, como ideal de transformação&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;do mundo e de conhecimento da origem e destino do homem, é tão antiga&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;como a Humanidade. A sobrevivência, nos seus rituais, de símbolos e signos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;milenários é a prova de que guarda, nos seus escaninhos secretos, a&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;essência da sabedoria remota.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;António Arnaud&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-large&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-oQ5ukWDox5Y/Uuw5Qd0fHZI/AAAAAAAAFu0/ViuDMC-Yy8U/s1600/534762_486066561426139_1493776668_n.jpg&quot; alt=&quot;Imagem relacionada&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description>
            </item>
                    <item>
                <title>A Maçonaria em Portugal ( 2ª. parte)</title>
                <link>http://respeitavel-loja-acacia.mozello.com/page-4/params/post/1742468/a-maconaria-em-portugal--2-parte</link>
                <pubDate>Sun, 17 Mar 2019 02:28:00 +0000</pubDate>
                <description>&lt;p style=&quot;&quot;&gt;A MAÇONARIA: PRINCÍPIOS E VALORES
FUNDAMENTAIS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Princípios
gerais&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Maçonaria &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;ou Franco&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Maconaria&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;(de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;maçon, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;pedreiro),
significa, literalmente,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;pedreiro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;livre,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;podendo traduzir&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;se,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;modernamente, por &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;livre&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;pensador.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;A palavra &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;freemason &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;surgiu
pela primeira vez na Inglaterra em 1376, embora&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;o mais antigo regulamento maçónico
date de 1390. Antes desta data&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;são praticamente inexistentes
documentos sobre a Maçonaria, porque, não&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;obstante as suas origens
mergulharem na mais remota antiguidade, como&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;veremos, os seus ensinamentos,
segredos e rituais sempre foram transmitidos,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;apenas, pela via iniciática e pela
tradição oral.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Maçonaria significa, pois,
construção. O maçon constrói o seu futuro&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;tornando&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;se&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;um homem melhor. A Maçonaria
constrói o futuro da Humanidade,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;tornando&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;a&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;mais justa e perfeita. Este
objetivo está inscrito, como pedra&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;angular, nas Constituições
maçónicas do mundo moderno. As primeiras&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Constituições do Grande Oriente
Lusitano (G.O.L.), de 1806 e de 1821,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;não definiam a Maçonaria, mas a de
1836 estabeleceu, no art. 1.º que a&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Ordem maçónica, «tem por objeto o
exercício da beneficência, o estudo&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;da moral universal, das ciências,
das artes, e a prática de todas as virtudes»&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;. Esta ideia&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;programa&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;foi transposta, com ligeiras
variantes, para as&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Constituições de 1840 e de 1841, até
que em 1878, sob o Grao&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Mestrado&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;do Conde de Paraty, a Maçonaria é
considerada «uma associação de homens&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;livres, unidos pelos laços do amor
fraternal», tendo «por prática as&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;virtudes morais e sociais, e por
fim a ilustração da humanidade».&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;A Constituição, de 1926, define a
Maçonaria como «uma instituição essencialmente&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;humanitarista, procurando realizar
as melhores condições de&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;vida social». A Constituição em
vigor, de 1990 (última revisão), define&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;a&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;como «uma Ordem universal, filosófica e progressiva,
fundada na Tradição&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;iniciática, obedecendo aos
princípios da Fraternidade e Tolerância e constituindo&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;uma aliança de homens livres e de
bons costumes, de todas as&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;raças, nacionalidades e crenças». O
seu escopo é o «aperfeiçoamento da&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Humanidade através da elevação moral e espiritual do
indivíduo».&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Os grandes valores da Maçonaria
estão sintetizados na sua divisa&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;universal: &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Liberdade, Igualdade,
Fraternidade &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;— Liberdade com ordem,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Igualdade com respeito e
Fraternidade com justiça. A Maçonaria portuguesa&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;tem ainda por lema: Justiça,
Verdade, Honra e Progresso.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;A Maçonaria não é uma moral nem uma
religião. Admite todas as&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;crenças e pratica a moral
universal, que tem por base a primeira de todas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;as virtudes: amar o próximo. A
doutrina maçónica é a mais pura das&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;doutrinas, porque é livre de todas
as limitações, escolas, teorias ou preconceitos.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;O livre&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;pensamento&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;é o único caminho da procura da
verdade&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;e não pode, por isso, sofrer
qualquer entrave. O livre&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;pensamento&amp;nbsp;&lt;/span&gt;ou&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;livre&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;exame,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;pressupõe a &lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;tolerância &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;e o
respeito pelas ideias dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;É essa a segunda virtude cultivada
pelos maçons. A crença numa sociedade&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;mais perfeita é a sua terceira
virtude e a força aglutinadora que,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;em todos os tempos e em todos os
lugares, congregou os «homens livres&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;e de bons costumes» para a tarefa,
sempre inacabada, de construir a&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;fraternidade universal.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;É uma Ordem no duplo sentido: de instituição perpétua e de associação&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;de pessoas ligadas por determinados
valores, que perseguem&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;determinados fins e que estão
vinculadas a certas regras e regulamentos.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;É iniciática, porque, como adiante veremos, só pode nela ingressar
quem&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;se submeta à cerimónia da iniciação, verdadeiro batismo
maçónico, que&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;significa, literalmente, começo, e
simboliza a passagem das trevas à «luz».&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;É ritualista, porque as suas reuniões ou trabalhos, obedecem a
determinados ritos — conjunto de&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;formas — que traduzem,
simbolicamente, sínteses de sabedoria, remontando&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;aos tempos mais recuados.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;É &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;universal e fraterna, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;porque
o seu fim último é a fraternidade universal,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;ou seja, o estabelecimento de uma
única família na face da terra, em que os homens sejam, como no seio da Ordem,
verdadeiramente&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;irmãos, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;sem qualquer
distinção de raça, sexo, religião, ideologia e condição&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;social. O seu pendor
internacionalista não afeta a realidade da&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Pátria e da Nação. Como escreveu
Fernando Pessoa, «a Nação é a escola&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;presente para a Super&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Nação&amp;nbsp;futura». Amar a Pátria e a
Humanidade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;é outro dos deveres dos maçons. No
final das reuniões é sempre dada a&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;palavra a quem dela queira usar «a
bem da Pátria e da Humanidade».&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;É &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;filosófica, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;porque,
ultrapassada a fase &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;operativa &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;(corporações de&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;arquitetos e construtores
medievais), transformou&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;se,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;a partir dos alvores&amp;nbsp;do séc. XVIII, numa associação de
caráter especulativo, procurando&amp;nbsp;responder às mais profundas
interrogações do homem. Conserva, contudo,&amp;nbsp;o vocabulário, os utensílios e a
simbologia dos construtores dos&amp;nbsp;templos. Afinal, o fim último da
Maçonaria é, como vimos, a &lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;construção&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;de um homem novo e de uma sociedade
nova. Por isso, todos os seus&amp;nbsp;ritos assentam na ideia de
construção e são baseados na geometria, amais nobre das artes, porque só ela
permite compreender a medida de&amp;nbsp;todas as coisas. Assim se justifica
que a régua, o esquadro e o compasso&amp;nbsp;&amp;nbsp;continuem a ser instrumentos privilegiados do
pensamento maçónico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;É &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;progressista, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;porque visa
o progresso da Humanidade, no pressuposto&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;de que é possível um homem melhor
numa sociedade melhor. Encurtar&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;as desigualdades e reduzir as
injustiças sociais é um dos seus objetivos,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;através da elevação moral e
espiritual do indivíduo. Porém, a Maçonaria&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;não é uma instituição política e,
muito menos, partidária. Está acima de&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;todos os partidos e fações,
coexistindo nela pessoas das mais diversas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;sensibilidades, crenças e
ideologias. A política que pratica é a política no&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;verdadeiro sentido da palavra: a
«polis», como forma de servir a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;A Maçonaria é, assim, um espaço de
diálogo e de tolerância. A sua influência&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;no mundo profano não se exerce
diretamente, pois não estabelece diretivas nem impõe qualquer tipo de
intervenção concreta, mas apenas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;indiretamente, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;através do
exemplo, da pedagogia e da influência individual&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;dos seus membros nos locais onde
exercem a sua atividade: no emprego,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;nos partidos, nas organizações
cívicas e sociais. Na linguagem simbólica&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;que utiliza, o seu propósito é
transformar a «pedra bruta» na «pedra cúbica»,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;a fim de «construir o templo», ou
seja, fazer com que o indivíduo, egoísta&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;e isolado, se transforme num ser social e fraterno,
cidadão de pleno direito e parte inteira, irmão de todos os homens e mulheres.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;É &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;livre&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;pensadora,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;porque não aceita dogmas, pratica a
tolerância e&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;respeita a liberdade absoluta de
consciência. O maçon tem o direito de&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;examinar e de criticar todas as
opiniões e de discutir todos os problemas,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;sem quaisquer peias ou limitações.
A Maçonaria é antidogmática, tanto no&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;aspeto político, como religioso ou
filosófico. A política e a religião pertencem&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;ao foro íntimo de cada um e não
podem ser discutidas, salvo nos&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;termos genéricos acima referidos,
para não abalar a união do povo maçónico,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;pois, como se disse, a instituição
congrega pessoas de todas as&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;crenças ou sem crença nenhuma, e de
todas as ideologias não totalitárias.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Assim, é rotundamente falsa a
acusação que vem dos tempos do «Santo&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Oficio» e que foi retomada pela
ditadura deposta em 25 de Abril de 1974&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;de que o maçon, ou pedreiro livre, é contra a
religião. Muitos e ilustres &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;membros da Ordem foram e são
crentes e, até, bispos e cardeais. E destes,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;alguns ocuparam a cadeira de S.
Pedro.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;A Maçonaria aceita, aliás, a
existência de um princípio superior, simbolizado&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;no &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;«Supremo Arquiteto do
Universo», &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;que não tem definição e&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;que cada um interpreta segundo a
sua sensibilidade ou convicções. Para&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;uns será o Deus em que acredita,
para outros o Sol, fonte da vida, a&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;própria natureza, a lei moral ou
ainda a resultante de todas as forças que&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;atuam no universo. Esta ideia
implica o respeito por todas as religiões,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;pois todas são igualmente
verdadeiras, sem prejuízo do necessário combate&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;ao fanatismo e à superstição.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Segundo as &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Constituições de
Anderson, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;frade escocês do séc. XVIII, a&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Magna Carta &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;da Maçonaria
moderna, o maçon é obrigado a obedecer à&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;lei moral, mas «nunca será um ateu
estúpido, nem um libertino irreligioso&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;». Nos tempos remotos e medievais,
o maçon era obrigado a perfilhar&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;a religião do seu país. Mas depois
do &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Iluminismo &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;e das reformas modernas,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;considerou&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;se&amp;nbsp;mais adequado, como, aliás, se
reconhece nas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;referidas constituições, apenas lhe
impor a religião sobre a qual todos&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;estão de acordo, e que consiste em
amar o próximo, fazer o bem e ser&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;homem bom, de honra e probidade.
Deste modo, a Maçonaria é uma casa&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;de união entre ateus, agnósticos e
pessoas dos mais diversos credos, que&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;não se discutem por pertencerem à
zona inviolável da consciência de&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;cada um. É este o sentido de divisa
maçónica: &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Deus meumque jus.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Deve, porém, dizer&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;se&amp;nbsp;que a Maçonaria dita regular,
tradicional ou de via&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;sagrada, por oposição ao ramo
liberal ou laico, impõe, como veremos adiante,&amp;nbsp;a crença em Deus e na imortalidade
da alma, excluindo também as mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Este facto viola, em nosso
entender, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;o princípio &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;maçónico e constitucional&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;da &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;igualdade &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;(art. 13.º da
Constituição da República Portuguesa).&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;Ao manter velhas regras de 300 anos
(landmarks), apesar de apenas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;em 1817 terem sido reduzidas a
escrito, e que teima em não adequar aos&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;valores etico&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;humanistas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;do nosso tempo, o ramo tradicional
ou anglo&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; class=&quot;moze-huge&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;saxónico&amp;nbsp;exclui da dignidade maçónica três quartos da
Humanidade (…).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;&lt;b&gt;António Arnaud&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://www.gazetadopovo.com.br/ra/mega/Pub/GP/p4/2018/10/05/Ideias/Imagens/Cortadas/ma%C3%A7onaria-ROJELZNxa2hYp5X145JvTrM-1200x800@GP-Web.jpg&quot; alt=&quot;Resultado de imagem para imagens de maÃ§onaria&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description>
            </item>
                    <item>
                <title>A Maçonaria em Portugal ( 1ª. parte )</title>
                <link>http://respeitavel-loja-acacia.mozello.com/page-4/params/post/1740012/a-maconaria-em-portugal--1-parte-</link>
                <pubDate>Wed, 13 Mar 2019 22:55:00 +0000</pubDate>
                <description>&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;A
Maçonaria é uma Ordem universal, progressista, filosófica e filantrópica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;Está
aberta a todas as pessoas, de quaisquer credos, ideologias, raças e&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;misteres,
que se identifiquem com os seus objetivos. Foram e são seus membros,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;reis e
presidentes da República, intelectuais, artistas e operários, aristocratas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;cientistas
e plebeus, militares e ministros do culto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;A
Maçonaria sempre esteve na vanguarda dos movimentos de libertação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;do
homem, inspirando as mais belas páginas da História: as proclamações&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;dos
Direitos Humanos e da criança, a abolição da escravatura e da pena&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;de
morte, a luta anticolonialista, o sufragismo universal, a igualdade de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;raças e
de sexos. Em Portugal fundou o Sinédrio, combateu ao lado do&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;Grao&lt;span lang=&quot;EN-US&quot;&gt;‑‑&lt;/span&gt;Mestre D. Pedro
IV contra o absolutismo, do maçon Machado Santos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;fundador
da República, e dos Capitães de Abril na restauração da&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;democracia.
Os primeiros presidentes dos Governos Provisórios emergentes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;das
Revoluções de 5 de Outubro de 1910 e de 25 de Abril de 1974 foram&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot;&gt;os maçons Teófilo Braga e
Adelino da Palma Carlos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;Desde o
seu advento no nosso país esteve sempre representada nos mais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;altos
cargos do Estado e da administração. Promoveu as leis do divórcio,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;do
registo civil e da instrução primária obrigatória. Ajudou a redigir as&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;Constituições
liberais e republicanas. Inspirou a criação de centenas de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;instituições
culturais, científicas e de solidariedade de que se destacam&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;o Teatro
Nacional, os Rotários, o Montepio Geral, a Voz do Operário, a&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;Universidade
Popular, os jardins&lt;span lang=&quot;EN-US&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;Escolas João de Deus, os Asilos de S. João&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;de
Lisboa e do Porto, e a Academia das Ciências de Lisboa, a quem deu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot;&gt;o primeiro presidente, o
Duque de Lafões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;Foi
perseguida e caluniada. Os comunistas acusaram&lt;span lang=&quot;EN-US&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;na&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;de
reacionária e aliada dos grandes interesses financeiros. Os fascistas apodaram&lt;span lang=&quot;EN-US&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;na&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;de plutocrática
e ligada ao comunismo e judaísmo internacionais. A Igreja&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;crismou&lt;span lang=&quot;EN-US&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;a de «herética
pravidade», ao serviço do demónio...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;No
entanto, a Maçonaria é apenas uma associação fraternal de pessoas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;livres e
honradas ou, no dizer do rei Frederico II da Prússia (Séc.XVIII), de «homens
tranquilos, virtuosos e respeitáveis», que procuram a verdade, lutam pela
justiça e querem tornar&lt;span lang=&quot;EN-US&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;se melhores para, assim, participarem na edificação
de uma sociedade mais justa. Não discute política nem religião, pratica o livre&lt;span lang=&quot;EN-US&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;pensamento e a
tolerância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;Diremos,
porém, desde já, que o objetivo essencial da Maçonaria é o&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;aperfeiçoamento
moral e espiritual dos seus membros e a defesa da moral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;universal.
Esta função escapa aos partidos e a outras organizações, e é&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;assaz
relevante numa sociedade cada vez mais desumanizada e mercenária,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;que
perdeu quase todas as referências etico&lt;span lang=&quot;EN-US&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;culturais e erigiu o
dinheiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;como
valor supremo. Por outro lado, os partidos são, em geral, simples máquinas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;de
conquista do poder; praticamente despojados dos seus princípios&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;programáticos
por um carreirismo desenfreado e tentacular, que ameaça&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot;&gt;subverter o ideal
democrático, ele próprio uma conquista da Maçonaria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;Ora,
pertencendo ou simpatizando os maçons com as várias correntes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;partidárias,
poderão aí, mais frutuosa e consistentemente, pugnar pela&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;efetivação
das reformas necessárias à construção da nova sociedade. De&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;facto, a
Maçonaria não intervém, e não deve intervir, como tal, na vida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;política.
A sua influência manifesta&lt;span lang=&quot;EN-US&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;se apenas indiretamente, através da&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;ação
individual e do exemplo dos seus filiados. E sendo a Ordem Maçónica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;um
espaço de diálogo fraterno entre pessoas de todas as ideologias democráticas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;pode e
deve continuar a desempenhar, por esta via, um papel importante no
aperfeiçoamento das instituições, insuflando&lt;span lang=&quot;EN-US&quot;&gt;‑&lt;/span&gt;lhe os valores morais que
são o ágio e timbre de um verdadeiro maçon.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot; style=&quot;&quot;&gt;(…)A
Maçonaria é apenas uma Fraternidade que se julga depositária de valores
ancestrais e que procura dar resposta às profundas inquietações que, desde os
arcanos da História, palpitam no coração do homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;































































































&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;moze-left&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;&lt;b&gt;































































































&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;moze-left&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;António&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;&amp;nbsp;Arnaud&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;moze-huge&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_WoppATIrL5g/TFwSHroca6I/AAAAAAAAAiI/0e0dj4iHaZg/s1600/MASONRY.jpg&quot; alt=&quot;Imagem relacionada&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
            </item>
                    <item>
                <title>Mozart - A flauta mágica e a Maçonaria</title>
                <link>http://respeitavel-loja-acacia.mozello.com/page-4/params/post/1735401/mozart---a-flauta-magica-e-a-maconaria</link>
                <pubDate>Fri, 08 Mar 2019 02:24:00 +0000</pubDate>
                <description>&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Representada pela primeira vez no Theater auf der Wieden de Viena, a 30 de Setembro de 1791, a obra obteve um êxito imediato, perante a satisfação de Mozart, apesar de o músico escrever, a 7 – 8 de Outubro do mesmo ano: “&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 17px; outline: 0px;&quot;&gt;Aquilo que me faz mais feliz é a aprovação silenciosa!”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Decorria o ano de 1790 e a capital austríaca estava a atravessar um árduo período de desorientação sombria. A dura fase de adaptação imposta pela subida ao trono de Leopoldo II, sucessor do seu irmão José II, não era certamente facilitada, devido às preocupantes notícias procedentes da França, que naquela época estava submersa em plena revolução.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Naquele clima de incertezas e suspeitas, a maçonaria, em particular, que tanto despertara o interesse de Mozart, especialmente pelo espírito de fraternidade que promovia, caiu em desgraça. Por outro lado, o compositor também não estava a viver a época mais fácil da sua vida. A saúde dava-lhe continuamente razões para se preocupar, a sua situação financeira estava seriamente comprometida e o teatro da corte afastara Lorenzo da Ponte, grande amigo de Mozart e seu libretista mais valioso, da sua convivência.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Foi exactamente nesse momento que Emanuel Johann Schikaneder, empresário de um pequeno teatro popular situado nos arredores de Viena, o Freihaus Theather, propôs a Mozart a composição da música para um&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;singspiel&lt;/span&gt;, a opereta alemã. Este género, bastante recente na época, estava directamente inspirado na Opéra comique francesa (muito apreciada em Viena desde 1752) e abrangia uma combinação heterogénea de diversos ingredientes que iam da ária italiana à romança francesa, passando pelos&amp;nbsp;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 17px; outline: 0px;&quot;&gt;lieder&lt;/em&gt;&amp;nbsp;alemães. A proposta de Schikaneder não podia deixar de suscitar o entusiasmo de Mozart que, dois anos antes, numa carta dirigida ao seu pai, afirmara ser “&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 17px; outline: 0px;&quot;&gt;capaz de adaptar ou imitar qualquer género musical ou estilo de composição&lt;/em&gt;“. O compositor sentia também uma simpatia bastante especial por Schikaneder, autor do libreto e, sobretudo, extravagante personagem, admirador incondicional do teatro espectacular, excelente intérprete das obras de William Shakespeare e, na sua forma de viver, abertamente contrário a todas as convenções sociais.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;As fontes literárias que influíram mais directamente na obra do libretista foram Sethus, o romance de J. Terrason (que contém abundantes referências aos ritos egípcios e às provas de iniciação), e a fábula Lulú, de Liebeskind, que se inseria no inesgotável filão da Zauberoper (ópera mágica), um género que ganhava cada vez mais popularidade nos teatros alemães, graças, sobretudo, aos fascinantes efeitos conseguidos pelas encenações na representação dos elementos mágicos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Na verdade, o texto sofreu uma transformação profunda durante a fase de redacção. Essa transformação teve como resultado final um libreto de aspecto muito diferente do dos textos puramente fantásticos que durante aqueles anos estavam muitos em voga. Isso ficou a dever-se, sem qualquer dúvida, ao acréscimo de ritos de clara inspiração maçónica, que contribuíram bastante para enriquecer o significado íntimo da ópera.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;No que diz respeito à música desta ópera, a grandeza e genialidade de Mozart reside por um lado, em ter sabido conferir, de uma maneira verdadeiramente magistral, uma grande unidade às diversas vertentes estilísticas típicas do Singspiel, elaborando novíssimos princípios formais e também de equilíbrio e por outro lado, em ter utilizado, com uma destreza que poderia ser considerada excepcional, o vasto panorama dos estilos como poderoso meio expressivo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;O êxito de A Flauta Mágica foi imediato e colossal&lt;/span&gt;. Basta mencionar que só no primeiro ano foram efectuadas algumas centenas de representações, e que o próprio Goethe declarou que aquela música era a única digna de acompanhar o seu Fausto. No entanto, Mozart saboreou muito pouco da aceitação unânime do público, já que morreu cerca de um mês depois da estreia.&lt;/p&gt;&lt;h1 style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px; letter-spacing: normal;&quot;&gt;A Flauta Mágica e a sua relação intensa com a Maçonaria&lt;/h1&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Quando surgiu o primeiro libreto impresso de A Flauta Mágica que deveria coincidir com a estreia da ópera, os leitores depararam-se com uma página de rosto executada pelo próprio gravador, Ignaz Alberti, um membro da Loja Maçónica de Mozart Zur gekrönten Hoffnung. Para os não-iniciados esta folha de papel poderia parecer então uma conhecida reprodução de uma escavação arqueológica no Egipto:&amp;nbsp;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 17px; outline: 0px;&quot;&gt;à esquerda, a base de uma pirâmide com alguns símbolos (inclusive Ibis); no meio, uma série de arcos conduzindo a uma parede com nichos e um portal redondo, tudo isto inundado de luz. Do arco do meio vê-se pendurada uma corrente com uma estrela de cinco pontas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 17px; outline: 0px;&quot;&gt;À direita, um elaborado vaso rococó com estranhas figuras agachadas na base; no primeiro plano, uma colher de pedreiro, um par de compassos, uma ampulheta e fragmentos em ruínas&lt;/em&gt;. Muitas pessoas acreditavam estar a ver uma obscura visão oriental; algumas damas e cavalheiros da classe média, sem dúvida, pensaram no culto de Ísis e Osíris. Porém, alguns membros da plateia sabiam que aquele simbolismo se referia, numa série completa de inequívocas alusões, à Antiga e Venerável Ordem da Maçonaria. Estes homens (as Lojas maçónicas para mulheres só existiam na França), que ainda pertenciam à confraria (claudicante em 1791 e não mais a brilhante sociedade de elite de meados de 1780 como tinha sido em Viena na época em que Mozart e Haydn ingressaram na Maçonaria) deveriam estar a se perguntar se os seus segredos não teriam sido revelados. E caso, como geralmente acontece quando se folheia despreocupadamente um libreto, deparassem com a última página, teriam lido com considerável as seguintes palavras (que é o último parágrafo do último movimento da ópera):&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 17px; outline: 0px;&quot;&gt;Heil sey euch Geweithen! Ihr drängt durch die Nacht! Dank sey dir, Osíris und Isis, gebracht! Es siegte die Stärke, und krönet zum Lohn Die Schönheit und Weisheit mit ewiger Kron. (Salve sagradas criaturas que se impõem através da noite! Agradecimentos a vós, Osíris e Ísis, sejam apresentados! A força venceu, e como recompensa Apresenta a eterna coroa à beleza e à sabedoria.)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;No ritual maçónico de São João, quase no final da reunião na Loja, estas mesmas palavras (Mozart tê-las-ia ouvido na versão alemã) eram proferidas: “Weisheit…Schönheit…Stärke”, formando também um triângulo central do trigésimo terceiro grau do chamado Ritual Maçónico Escocês – que poderia ser considerado um paralelo ou uma extensão da cerimónia de São João.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Sentindo-se desconfortavelmente preparados para algo um tanto relacionado com o ritual maçónico, diversos Irmãos naquela plateia de 1791 teriam ficado ainda mais chocados quando, no meio da Abertura, ouviram, após uma pausa na músicas, em continuação a um tempo muito lento (Adágio) em três-vezes-três acordes o ritmo que se descreve:&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Parte do ritual maçónico é o emprego de bater rítmicos três vezes sucessivas. Esta é a parte central da cerimónia, sendo repetida diversas vezes – como o tema em A Flauta Mágica. Segundo Philippe A. Autexier, que editou um livro sobre Mozart e A Flauta Mágica, nas Lojas vienenses do Século XVIII, o ritual empregado nessa época de Mozart continha ritmos característicos para cada grau:&lt;/p&gt;&lt;ul style=&quot;box-sizing: border-box; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-family: Lato; font-size: 17px; font-style: normal; font-weight: 400; margin-bottom: 30px; margin-left: 0px; outline: 0px; padding-left: 30px; list-style-type: square; color: rgb(1, 5, 121);&quot;&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;U – para o Aprendiz&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;U – – para o Companheiro&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;U U – para o Mestre&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Portanto, os repetitivos acordes três-vezes-três referem-se ao Companheiro ou Segundo Grau. À medida que a ópera se desenrolava, os maçons da plateia deviam ficar estupefactos: um símbolo atrás do outro advinha da Confraria.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 17px; outline: 0px;&quot;&gt;O número simbólico três domina toda a obra: três bemóis na clave principal (Mi bemol maior), três meninos, três senhoras&lt;/em&gt;. Tamino é obviamente apresentado como um “profano” (ou seja, um não maçon), em seguida como um neófito (observem sua conversa com o orador, I acto, Cena 15: o orador lhe pergunta: “&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 17px; outline: 0px;&quot;&gt;Wo willst du kühner Fremdling, hin? Was suchst du hier im Heiligthum” (Onde queres ir, intrépido estrangeiro? Que procuras neste lugar sacro?)&lt;/em&gt;, depois como um jovem maçon com o grau de Aprendiz e mais tarde, no segundo grau, como Companheiro (com o voto de jejum), e por fim o terceiro grau, Mestre (II Acto, Cena 21). A passagem simbólica da escuridão para a luz, parte integramte da cerimónia de São João, ocorre com um efeito brilhante na Flauta Mágica, sendo claramente indicada na ilustração do libreto de 1791. Porém Mozart e Schikaneder pretendiam mostrar mais do que a Maçonaria na cerimónia de São João, representando também os graus mais altos (os chamados Graus Escoceses).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Na cena 28 do II Acto a cortina abre-se, mostrando dois homens vestidos com armaduras negras e em seguida Tamino e Pamina. É o início das famosas provas de fogo e água, que nos conduzem a um outro mundo maçónico: o soberano Grau Rosa-Cruz, o décimo oitavo no “Rito Escocês Antigo e Aceito”.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;O libreto original de 1791 observa discretamente que “eles (os homens armados) lêem para ele (Tamino) a escrita transparente que está gravada numa pirâmide”. Ao som das palavras “fogo, água, ar e terra” o tetragrama sagrado JHVH talvez aparecesse por ser a parte central deste Grau Rosa-Cruz. A 30ª cena no II Acto em que Monostatos, o criado africano, junto com a Rainha da Noite e seu cortejo, tentam invadir e destruir o templo de Sarastro é um simbolismo do 30º grau do Rito Escocês, o “Grau da Vingança”, enquanto que o final da ópera, II Acto, Cena 33, quando a escuridão (a Rainha da Noite) foi vencida e a luz (Sarastro, Tamino/Pamina, Papageno/Papagena) triunfa é representado pelo grau final (33º) do rito escocês – no triângulo cujo significado é “sabedoria, beleza e força” (Weisheit, Schönheit, Stärke), como no libreto. O lema do 33º é Ordo ab Chao (ordem advinda do caos) ou da escuridão para a luz. Para sublinhar a parte musical desta importante cena da Cruz Soberana com os homens armados, Mozart escolheu um tipo de prelúdio coral, empregando a antiga melodia luterana de 1524 “Ach Gott, von Himmel sieh darein” (ele tinha escrito estas palavras num contexto diverso como um estudo artístico para sua aluna Barbara Ployer ou no livro manuscrito de outra pessoa em 1784). A solenidade desta parte da ópera é assim diferente de qualquer experiência austríaca ou católica. É uma solenidade bíblica e com isso quero dizer, derivada da Bíblia. Ver Isaías 43:2:&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Quando passares pelas águas eu estarei contigo: quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 17px; outline: 0px;&quot;&gt;Caso se pretenda encarar todo este simbolismo numerológico com cepticismo, deve ser tido em conta que:&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 17px; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul style=&quot;box-sizing: border-box; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-family: Lato; font-size: 17px; font-style: normal; font-weight: 400; margin-bottom: 30px; margin-left: 0px; outline: 0px; padding-left: 30px; list-style-type: square; color: rgb(1, 5, 121);&quot;&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;a introdução orquestral desta cena contém dezoito grupos de notas.&lt;br style=&quot;box-sizing: border-box;&quot;&gt;&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Sarastro, o Sumo Sacerdote (ou seja, Venerável Mestre da Loja) aparece pela primeira vez no I Acto, na cena 18.&lt;br style=&quot;box-sizing: border-box;&quot;&gt;&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;No começo do II Acto, Sarastro e seus sacerdotes entram: em cena estão (como o libreto de 1791 faz questão de especificar) precisamente dezoito sacerdotes e dezoito cadeiras e a primeira parte do coro que eles cantam,&lt;br style=&quot;box-sizing: border-box;&quot;&gt;&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;O Isis und Osiris, tem a duração de dezoito compassos.&lt;br style=&quot;box-sizing: border-box;&quot;&gt;&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Quando Papageno interroga a monstruosa velha, que se tornará Papagena, quantos anos tem, ela responde: Dezoito (provocando sempre hilariedade na plateia).&lt;br style=&quot;box-sizing: border-box;&quot;&gt;&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Quando os três meninos aparecem suspensos no palco numa máquina (o libreto de 1791 enfatiza) ela está “coberta de rosas” .&lt;br style=&quot;box-sizing: border-box;&quot;&gt;&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;Porém abandonando esta fascinação hipnótica com o 18º (Rosa-Cruz) devemos lembrar que dezoito é formado por seis vezes três, e três na verdade é o número simbólico crucial e básico da ópera.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;(Enquanto o Rito Escocês sempre fora uma organização de elite, o ritual mais comum de São João seria o mais familiar para os maçons vienenses que assistiram à primeira representação de A Flauta Mágica.) Num livrete publicado em Londres em 1725 intitulado “O grande mistério da Maçonaria revelado”, lemos o seguinte trecho:&lt;/p&gt;&lt;h2 style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px; letter-spacing: normal;&quot;&gt;Exame ao entrar na Loja:&lt;/h2&gt;&lt;ul style=&quot;box-sizing: border-box; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-family: Lato; font-size: 17px; font-style: normal; font-weight: 400; margin-bottom: 30px; margin-left: 0px; outline: 0px; padding-left: 30px; list-style-type: square; color: rgb(1, 5, 121);&quot;&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;P. – Quantas Jóias preciosas?&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;R. – Três; um prato quadrado, um Diamante e um Quadrado.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;P. – Quantas luzes?&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;R. – Três; uma Leste à direita, Sul e Oeste.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;P. – O que representam?&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;R. – As Três Pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;P. – Quantos degraus pertencem a um verdadeiro maçon?&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;R. – Três.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;P. – Quantos Pontos particulares pertencem a um verdadeiro maçon?&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;R. – Três: Fraternidade, Fidelidade e Seriedade&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;P. – O que representam?&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;R. – Amor Fraternal, Lenitivo e Verdade entre todos os verdadeiros maçons; para o qual todos os maçons foram ordenados no Edifício da Torre de Babel e no Templo de Jerusalém.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;h2 style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px; letter-spacing: normal;&quot;&gt;Em 1723, outra publicação revelava:&lt;/h2&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Se um Mestre-maçon queres ser, observa bem a Regra dos Três…&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Portanto, ao acabar de ouvir A Flauta Mágica o maçon frequentador do Freyhaustheatjer auf der Wieden se deu conta de ter escutado a primeira ópera maçónica. É evidente que o ritual propriamente dito não era apresentado em cena, mas havia suficientes indícios, exibidos de forma oblíqua e fortemente ilustrados por numerologia, para não deixar dúvidas sobre o seu conteúdo maçónico. E como foi isto possível? Na já citada publicação de 1725, lemos:&lt;/p&gt;&lt;ul style=&quot;box-sizing: border-box; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-family: Lato; font-size: 17px; font-style: normal; font-weight: 400; margin-bottom: 30px; margin-left: 0px; outline: 0px; padding-left: 30px; list-style-type: square; color: rgb(1, 5, 121);&quot;&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;P. – Em nome de ….&amp;amp;c, você é um maçon? O que é um maçon?&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;R. – Um homem vindo de um homem, nascido de uma mulher, Irmão de um Rei.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;P. – O que é um confrade?&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;R. – Um Companheiro de um Príncipe.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;P. – Como saberei se você é um maçon?&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;R. – Através de Sinais, Provas e Normas da minha Iniciação.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;P. – Qual é a Norma da sua Iniciação?&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;box-sizing: border-box; line-height: 1.3; font-size: 15px; outline: 0px;&quot;&gt;R. – Ouço e Escondo, sob a penalidade de ter a minha Garganta cortada, ou a minha Língua arrancada de minha Cabeça.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Deve ter havido, portanto, razões muito prementes para Mozart e Schikaneder terem rompido este juramento de silêncio, tendo sido sugerido há muito tempo (sugestão esta que foi reforçada por três médicos alemães num livro intitulado Mozarts Tod [ A Morte de Mozart ] publicado em 1791 onde eles usam o termo “assassinato ritual”) que os maçons mataram Mozart.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Existem simplesmente dois factos que tornam esta teoria – considerada muito plausível nos dias de hoje – não só improvável como inexequível. A primeira é que ninguém assassinou Schikaneder, que foi tão responsável quanto Mozart “ao trair os segredos maçónicos”. (Schikaneder tinha entrado para a Confraria em Regensburg, mas nunca se aliara à Loja de São João em Viena.) Schikaneder viveu até à “venerável” (para a época) idade de 61 anos e morreu em 1812; louco, é verdade, mas os maçons não podem ser responsáveis por isso uma vez que deixaram de existir oficialmente em 1795 e a morte de Schikaneder ocorreu dezassete anos mais tarde. O segundo facto é igualmente, senão mais, convincente: a própria Loja de Mozart Zur Gekrönten Hoffnung celebrou uma Loja das Tristezas para o compositor, imprimiu o discurso principal, assim também a cantata Maçónica (K-623) que Mozart havia escrito pouco antes de morrer. Portanto deve ter havido uma outra razão pela qual Mozart e Schikaneder tiveram permissão para escolher um tema de ópera que glorificava a Maçonaria. Trata-se de um ponto que muitos pesquisadores negligenciaram ou interpretaram mal, mas que pode ser solucionado após se examinar os arquivos maçónicos mantidos pela polícia austríaca durante aquele período.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;A verdade é que a Maçonaria na Áustria estava em perigo iminente de extinção – como se pode verificar pelo encerramento voluntário, pelos maçons, das suas Lojas em 1794; enquanto que em 1795, um jovem e novo Imperador proibia todas as sociedades secretas, incluindo, é claro, a Maçonaria. O motivo para este repentino perigo em que os maçons se encontraram teria sido o pretenso envolvimento dos mesmos com a Revolução Francesa e o jacobinismo, e com um movimento semelhante na Áustria, que a polícia secreta – com razão, como foi comprovado mais tarde – suspeitava existir. Em Viena, enquanto A Flauta Mágica estava em cartaz, Leopoldo II observava com crescente apreensão o que acontecia em França e esta mesma apreensão tornou-se um medo quase paranóico nas mentes da polícia secreta e outros membros do governo austríaco.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Adaptado de&amp;nbsp;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 17px; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;Texto de Autor desconhecido&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src=&quot;//site-756096.mozfiles.com/files/756096/medium/mozart.jpg&quot;&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;box-sizing: border-box; font-size: 17px; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;box-sizing: border-box; outline: 0px;&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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                <title>A Acácia na Maçonaria</title>
                <link>http://respeitavel-loja-acacia.mozello.com/page-4/params/post/1729744/a-acacia-na-maconaria</link>
                <pubDate>Thu, 28 Feb 2019 23:37:00 +0000</pubDate>
                <description>&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Acácia: planta símbolo por excelência da Maçonaria; representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza. A Acácia foi tida na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçónico. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura.&lt;/span&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;NA LENDA DE H.’. A.’.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;Ao cair da noite, o conduziram para o Monte Mória, onde o enterraram numa sepultura que cavaram e assinalaram com um ramo de Acácia. Quando, extenuados, os exploradores enviados pelo Rei Salomão chegaram ao ponto de encontro, seus semblantes desencorajados só expressaram a inutilidade de seus esforços. … Caindo literalmente de fadiga, (um)… Mestre tentava agarrar-se a um ramo de Acácia. Ora, para sua grande surpresa, o ramo soltou-se em sua mão, pois havia sido enterrado numa terra há pouco removida. Esse “ramo de Acácia” criou vida própria, cresceu e tornou-se o maior Símbolo do Grau de M.’. M.’..&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;Em outra versão, os M.’. M.’. que foram a procura do Mestre H.’. A.’. encontraram um monte de terra que parecia cobrir um cadáver, e terra recentemente removida; plantaram ali um ramo de Acácia para reconhecer o local. Conforme uma terceira versão, a Acácia teria brotado do corpo do Resp.’. M.’. morto, anunciando a ressurreição de Hiram.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;Sendo a morte de H.’. A.’. uma lenda, resulta evidente que existam diferentes versões, mas o importante é que todas elas coincidem na sua sepultura surgir um ramo de Acácia.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot; class=&quot;moze-justify&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;NA ANTIGUIDADE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;Em hebraico antigo o termo shittah é usado para Acácia sendo o plural shittin. Os povos antigos tiveram um respeito extremado pela acácia chegando a ser considerada um símbolo solar porque suas folhas se abrem com a luz do sol do amanhecer e fecham-se ao ocaso; sua flor imita o disco do sol. Entre os árabes, na antiga Numídia seu nome era Houza e acredita-se ser a origem de nossa palavra “Huzé”. Também é chamada como Hoshea, palavra sagrada usada num capítulo do R.’. E.’. A.’. e A.’.. O sentimento dos israelitas pela Acácia começa com Moisés, quando na construção dos elementos mais sagrados é utilizada a Acácia (Arca, Mesa, Altar) devido, principalmente, pelasr suas características de imputrescibilidade. Os Egípcios também a tinham como planta sagrada, mas Maomé ordenou que a destruíssem.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;A Acácia é dedicada a Hermes – Mercúrio e seus ramos floridos relembram o celebre “Ramo Dourado”, dos antigos mistérios. Trata-se, efectivamente, da Acácia Mimosa, cujas flores se parecem pequenas bolas de ouro. É a planta de que fala a fábula de Osíris e o Rito Maçônico do Grau de Mestre. Essa planta teria florescido sobre o túmulo do deus, o iniciado, morto por Tifão e que era para fazer reconhece-lo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;NA BÍBLIA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;Altar dos Holocaustos – “Farás o altar de madeira de Acácia. Seu comprimento será de cinco covados, sua largura de cinco covados e sua altura será de três covados”. (Êxodo, 27 – 1).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;Arca da Aliança – farão uma arca de madeira de cetim (Acácia)… (Êxodo 25:10)&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;Mesa dos Pães Propiciais – farás uma mesa de madeira de cetim (Acácia)… (Êxodo 25:23)&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;Bete-Sita, no hebraico significa Lugar da Acácia, e no Atlas moderno aparece localizado no paralelo 32 e 30’ ao lado do rio Jordão.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;A Bíblia é rica em alusões da madeira de Acácia dando para ela usos sagrados (a cruz do sacrifício de Jesus teria sido feita de Acácia) o que, por sua vez a converte em uma árvore sagrada. A Acácia é o Shittah ou Shittim no plural (Espinho em Hebreu), como o Pau de Cetim da Arca da Aliança (Êxodo, 35 e seus versículos).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;A Acácia é considerada como árvore sagrada. Moisés, a pedido do Senhor, ordenou seu povo, enquanto descansava no deserto, ao pé do Sinai, usasse a Acácia – Pau de Cetim na fabricação do Tabernáculo e nos móveis nele usados – A Arca da Aliança, a Mesa dos Pães da Proposição, os Varais da Arca, os adornos, etc.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;strong style=&quot;box-sizing: inherit; text-align: justify;&quot;&gt;NA MAÇONARIA&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;Importante significado simbólico da Acácia foi dada por Albert Gallatin Mackey e Bernard E. Jones que ressaltam a Inocência e a iniciação; o grego akakia também é usado para definir qualidade moral, inocência ou pureza de vida. E do Maç.’., que já conhece a Acácia é esperado uma conduta pura e sem máculas. &amp;nbsp;Estima-se que em 1937 a Acácia nasce em nosso simbolismo junto com a Maçonaria especulativa, sendo a consciência da vida eterna. “Este galho verde no mistério da morte é o emblema do zelo ardente que o M.’.M.’. deve ter pela verdade e a justiça, no meio dos homens corruptos que se atraiçoam uns aos outros”.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;Maçónicamente simboliza Inocência, Iniciação, Imortalidade da Alma (os 3 I.’.) e Incorruptibilidade, porém na lenda de Hiram simbolizou a Inveja, o fanatismo e a Ignorância. Incorruptibilidade, por isso, foram enterrados os membros de Osíris, num caixão de Acácia; Imortalidade, Ressurreição (renovação, metamorfose) de Osíris, Hiram e Jesus; Iniciação, pois a Imortalidade é o apanágio dos adeptos e Iniciados; Inocência, pois os espinhos representam aqueles que não se deixam tocar por mão impuras. Sendo da família da “mimosa” , como a planta “sensitiva”, fecha as folhas ao serem tocadas. Akakia (em grego) quer dizer sem maldade ou malícia. Quando O Maç.’. diz que a A.’. M.’. é C.’., significa que conhece a imortalidade da alma.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot; class=&quot;moze-right&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.maconaria.net/prancha_a_acacia.shtml#top&quot; target=&quot;_self&quot; style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;[topo]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot; class=&quot;moze-justify&quot;&gt;Na história de Jacques Molay, também, surge a citação de que alguns Cavaleiros disfarçados que colocaram Ramos de Acácia sobre suas cinzas quando as mesmas foram levadas para o Monte de Heredom. Três dos quatros Evangelistas a mencionam em seu Evangelio, Mateus (27:29), Marcos (15:17) e João (19:2), ligando-a ao “coroamento de Jesus”.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;Concluindo, quando o M.’. M.’. responde A.’. M.’. é C.’., significa: Levantei-me do túmulo e saí com vida. Sou eterno, consciente de meu ser como homem livre e regenerado; estou cultivando o desenvolvimento de todas as minhas dificuldades, procurando engrandecer, amar e socorrer meus irmãos que tiverem justas necessidades; estou procurando significar minha existência, fazendo feliz a humanidade; a vida presente é a preparação da futura. A felicidade eterna do homem começará quando ele tiver alcançado a mais profunda paz, que resulta da harmonia e do equilíbrio perfeito, com a Sublime Luz do G.’.A.’.D.’.U.’..&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;A Acácia á a árvore da vida. Suas flores cegam, suas sementes matam, as suas raízes curam. A semente é o veneno; a raiz o antídoto.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;box-sizing: inherit;&quot;&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong style=&quot;box-sizing: inherit; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot; class=&quot;moze-left&quot;&gt;&amp;nbsp;BOUCHER, Jules. A Simbólica Maçónica, 1996;~&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot; class=&quot;moze-left&quot;&gt;CARVALHO, Assis, O Mestre Maçom&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;box-sizing: inherit;&quot; class=&quot;moze-left&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://www.freemason.pt/wp-content/uploads/acacia-tree-flowerjpg.jpg&quot; alt=&quot;Imagem relacionada&quot;&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description>
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